Jim Bourg/Reuters
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Aprovação de Obama volta a subir e supera índices negativos

Segundo pequisa, 47% dos americanos avaliam o presidente positivamente e 45% desaprovam

Reuters

27 de dezembro de 2011 | 18h16

WASHINGTON - A aprovação popular do desempenho do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, subiu consistentemente neste mês e, pela primeira vez desde julho, superou o índice de reprovação, indica uma pesquisa do Instituto Gallup divulgada nesta terça-feira, 27.

Obama, que tentará a reeleição em novembro de 2012, tem agora 47% de aprovação, e 45% de reprovação, segundo a sondagem realizada entre os dias 21 e 23 de dezembro. No começo do mês, ele tinha aprovação de 41%, e reprovação de 51%.

A melhora ocorreu num período em que Obama fez campanha para aprovar no Congresso a prorrogação por dois meses do alívio tributário sobre a folha de pagamento, que enfrentava resistência da oposição republicana. A medida acabou sancionada no dia 23.

Outras pesquisas do período mostraram melhora na aprovação a Obama, que tinha apoio popular na disputa com os republicanos no Congresso. O resultado reflete também indicadores positivos da economia americana nas últimas semanas. Outra pesquisa Gallup divulgada na terça-feira mostrou que o índice de confiança econômica da população passou de -45 em novembro para -38 em dezembro.

O benefício tributário prorrogado pelo Congresso durante dois meses representará um abono quinzenal de US$ 40 para cerca de 160 milhões de trabalhadores. A Casa Branca tem se empenhado em mostrar o que essa quantia significa para uma família de classe média, público que será o principal alvo da campanha eleitoral de Obama.

Ainda há divergências entre republicanos e democratas sobre como bancar o benefício, que valerá também para quem recebe seguro-desemprego de longo prazo. As negociações sobre isso serão retomadas em janeiro.

A medida deve custar mais de US$ 100 bilhões. Os democratas querem arrecadar essa quantia elevando os impostos sobre quem ganha mais de US$ 1 milhão por ano. Os republicanos preferem cortar gastos públicos.

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