Arquivos sobre Guantánamo podem ser os próximos do WikiLeaks

A próxima investida do website WikiLeaks, especializado em divulgar documentos secretos de governos e corporações, podem ser alguns relatórios do governo norte-americano sobre suspeitos detidos na base militar de Guantánamo.

REUTERS

09 de dezembro de 2010 | 08h40

Algumas autoridades norte-americanas temem que a exposição desses documentos possa mostrar que alguns dos presos foram libertados apesar de dados de inteligência indicarem que eles continuam sendo perigosos.

A liberação desse material poderia ser embaraçosa para o governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, num momento em que pretende cumprir sua promessa feita há dois anos de fechar a prisão, libertando os suspeitos estrangeiros ou encaminhando-os para outro lugar. O governo norte-americano já está irritado com a divulgação pelo WikiLeaks de despachos diplomáticos do Departamento de Estado.

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, detido esta semana na Grã-Bretanha, declarou a contatos na mídia que possui grande quantidade de relatórios do governo dos EUA sobre prisioneiros na base de Guantánamo, situada na ilha de Cuba. Esse seria o último de quatro grandes pacotes de documentos confidenciais dos EUA aos quais o WikiLeaks teve acesso e vai divulgar em algum momento.

"Ele tem os arquivos pessoais de cada prisioneiro de Guantánamo", disse uma pessoa que esteve em contato com Assange no começo do ano.

Autoridades do Pentágono (Departamento de Defesa) e das agências de inteligência dos EUA não fizeram comentários de imediato.

(Por Mark Hosenball)

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