John Grees/Reuters
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Ascensão de Santorum em Iowa altera estratégia de rivais nos EUA

Prévias do Estado americano dão início a processo que escolherá rival de Obama em novembro

Reuters

02 de janeiro de 2012 | 18h48

DES MOINES - A poucas horas do final da campanha no Estado norte-americano de Iowa, que abre na terça-feira, 3, o processo de definição da candidatura republicana à Casa Branca, adversários do ex-senador Rick Santorum tentam frear a ascensão dele, pondo em dúvida suas credenciais conservadoras.

Santorum era considerado um candidato inexpressivo até a semana passada, quando deu um salto nas pesquisas. O conservador moderado Mitt Romney e o libertário Ron Paul aparecem disputando acirradamente a liderança no Estado, mas Santorum pode surpreender na última hora, unindo o eleitorado da direita cristã.

Rick Perry, que tem muito a perder com um bom resultado de Santorum, direcionou sua campanha para tentar abater a ascensão do rival, que perdeu em 2006 a disputa pela reeleição ao Senado pela Pensilvânia.

Perry, governador do Texas, disse ao canal MSNBC que as credenciais conservadoras de Santorum são duvidosas, já que ele apoiou projetos que envolviam grandes gastos públicos e fez campanha pela reeleição do senador moderado Arlen Specter, que votou a favor da ajuda governamental aos bancos, contrariando a posição geral dos conservadores.

Paul, que é deputado, também atacou as posições de Santorum. "Ele é muito liberal ... Gasta dinheiro demais", afirmou ele à CNN.

Santorum chega ao seu auge no melhor momento possível, destacando-se do pelotão como uma alternativa conservadora a Romney -posição que Perry, Newt Gingrich e Michele Bachmann já tentaram ocupar, mas fracassaram. Num evento em Polk City, Santorum minimizou as críticas de Perry. "Rick Perry está me martelando. É isso que ele precisa fazer. Política é isso", afirmou.

Após meses de eventos de campanha, debates e milhões de dólares gastos em anúncios televisivos, o resultado do caucus (eleição primária) de terça-feira é difícil de prever. Apesar de tanta atenção dada a Iowa, apenas uma ínfima parcela do eleitorado -talvez umas 120 mil pessoas- devem participar das assembleias eleitorais.

O eleitorado conservador tem uma escolha importante a fazer -seguir seus instintos e votar em alguém que partilhe das suas ideias, ou optar por alguém que tenha mais chances de derrotar o democrata Barack Obama na eleição geral de novembro.

Mas o moderado Romney, ex-governador de Massachusetts, parece mais bem posicionado. Ele gastou menos tempo em Iowa do que seus rivais, e mesmo assim tem chances de vencer o caucus, chegando com uma grande vantagem à disputa seguinte, em New Hampshire, seu reduto tradicional.

A equipe dele considera que seus maiores rivais são Gingrich e Perry, e por isso ficaria satisfeita com uma vitória de Paul ou Santorum em Iowa, apostando que eles não teriam fôlego para prosseguir vencendo nos demais Estados.

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