Assessor de McCain renuncia por não querer atacar Obama

Mark McKinnon havia prometido que não trabalharia contra a 'candidatura histórica' do democrata

Efe,

21 de maio de 2008 | 20h12

Mark McKinnon, principal assessor de imprensa e publicidade do candidato presidencial republicano, John McCain, apresentou sua renúncia por alegar que não queria fazer parte de uma potencial campanha contra o senador democrata Barack Obama. A saída de McKinnon, citada nesta quarta-feira, 21, pela imprensa local e que aconteceu no final de terça-feira à noite, responde a uma promessa feita pelo assessor, que disse no ano passado que não trabalharia contra Obama.   Veja também: Obama elogia Hillary e critica McCain em viagem a Flórida Pesquisa aponta Obama na frente de McCain 'É cedo para Obama focar ataques a McCain'  Professor da USP analisa primárias democratas  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    O senador por Illinois se encontra a um passo de conseguir a candidatura presidencial democrata após obter na noite de terça a maioria de delegados eleitos nas urnas no processo de primárias.   A retirada de McKinnon se soma à de outros cinco assessores de McCain nos últimos dias, que foram forçados a renunciar pelo trabalho realizado fora da campanha para grupos de pressão e governos estrangeiros e que criava conflitos de interesse.   McKinnon assegurou em junho do ano passado que a campanha à Presidência de Obama "enviaria uma fabulosa mensagem ao país e ao mundo". Em sua entrevista em 2007 à agência Cox News Service, ele disse ter diferenças com Obama principalmente no que diz respeito ao Iraque e destacou que acreditava que McCain estava mais bem preparado para a Presidência por suas posições em temas de segurança nacional.   No entanto, afirmou que não trabalharia contra a candidatura de Obama. O jornal The New York Times informa nesta quarta que McKinnon disse a amigos e a alguns jornalistas que não quer fazer parte de uma campanha contra uma candidatura histórica como a de Obama, que deseja se transformar no primeiro presidente negro dos Estados Unidos.   Em sua entrevista a Cox, afirmou: "acho que (Obama) tem uma personalidade firme e é sensato. Também penso que está errado em alguns assuntos fundamentais, mas acredito que é honesto e independente."   O New York Times diz que McKinnon, que vive no Texas, é uma figura diferente dentro da política republicana. O ex-assessor de McCain trabalhou durante grande parte de sua carreira para políticos democratas, mas mudou de lado em 2000 para trabalhar na campanha do atual presidente americano, George W. Bush, a quem assessorou também em sua reeleição, em 2004.  

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.