Ataques a tiros nos EUA matam 21 nas últimas duas semanas

Homem abre fogo em universidade e mata cinco alunos; estudantes e policiais são a maioria das vítimas

Da redação,

15 de fevereiro de 2008 | 08h16

O debate sobre a violência e o controle de armas voltará a se instalar na sociedade americana após a última onda de violência das duas semanas que deixou um saldo de 21 mortos. No último incidente, um homem abriu fogo contra 21 pessoas em uma universidade na região de Chicago, no Estado de Illinois, matando seis alunos e ferindo outras 16.    Veja também: Seis morrem em tiroteio em universidade Há uma semana, 15 morriam em tiroteios Relembre o massacre de Virginia Tech  Site da universidade Site do hospital   Testemunhas descreveram o atirador como um homem jovem, entre 18 e 20 anos de idade, vestido de preto. Ele entrou no auditório da universidade durante uma aula de geologia e atirou com duas pistolas e uma espingarda.   "O agressor começou disparando contra a classe a partir do palco. As primeiras informações indicam que ele tinha uma espingarda e duas pistolas. Relatos de testemunhas descrevem um ataque rápido, que terminou com o atirador cometendo o suicídio", disse o reitor da universidade John Peters. Segundo a BBC, Peters acrescentou que o atirador seria um ex-estudante de sociologia da universidade, mas ele não estava mais matriculado no curso. Ainda não foi descoberto o motivo do incidente.   Alguns alunos se jogaram no chão. Outros tentaram se esconder atrás das carteiras. Estudantes contaram à rede de TV ABC que viram colegas de classe serem atingidos na nuca, no olho, na cabeça e caírem sangrando no chão. Em seguida, o pânico espalhou-se pelo auditório, com dezenas de jovens correndo em direção à saída.   Este é o quarto tiroteio em uma escola americana ocorrido em uma semana. Na última sexta-feira, uma mulher matou a tiros duas outras estudantes antes de cometer suicídio no Colégio Técnico da Louisiana, na cidade de Baton Rouge. Em Memphis, Tennessee, um adolescente de 17 anos foi acusado de atirar e ferir gravemente um estudante na segunda-feira. Na terça-feira um estudante de 15 anos foi baleado em um colégio da Califórnia.   O crime em Baton Rouge ocorreu horas depois de Charles Cookie Thornton, um pequeno empreiteiro de 52 anos, invadir uma reunião na Câmara Municipal de Kirkwood, no Estado de Missouri, e matar cinco pessoas. Segundo a polícia, ele tinha problemas com a prefeitura e queria se vingar. Antes mesmo de entrar na câmara, Thornton matou um policial no estacionamento. "Ele ficava repetindo que ia acabar com o prefeito e saiu matando quem aparecesse na frente dele", disse Janet McNichols, uma jornalista que estava acompanhando a sessão. Em seguida, o atirador matou outro policial e três funcionários da câmara - dois vereadores e um engenheiro. O prefeito de Kirkwood, Mike Swoboda, foi baleado na cabeça e está internado em estado crítico.   Horas antes, outro homem abriu fogo numa escola em Ohio e atirou numa professora (sua ex-esposa) na frente dos alunos. Após ser perseguido durante três horas pela polícia, ele se matou. A professora, porém, sobreviveu. No mesmo dia, só que do outro lado do país, um homem matou três parentes e um agente da Swat em Los Angeles, antes de ser morto por policiais. Na Carolina do Sul, um americano também foi baleado, na Escola Técnica de Greenville. Ele está internado em estado grave.   Tiroteios em escolas se tornaram relativamente comuns em escolas americanas, especialmente após o massacre de Columbine, no qual dois estudantes mataram 13 colegas e depois se suicidaram, em 1999. Em abril do ano passado, um aluno de origem sul-coreana matou 32 pessoas na Universidade Virginia Tech, antes de cometer suicídio. O lobby da indústria de armas é bastante influente no país e o controle sobre a posse de armas é leve, se comparado a outros países.   Matéria alterada às 14h45 para acréscimo de informações.

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