Atirador do Arizona vai na segunda-feira a tribunal

O norte-americano Jared Lee Loughner, de 22 anos, indiciado por ter matado seis pessoas e ferido 14 no sábado no Arizona, deve ser levado na segunda-feira a um tribunal para responder pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio.

PETER HENDERSON E TIM GAYNOR, REUTERS

10 de janeiro de 2011 | 10h04

Entre as vítimas que sobreviveram ao ataque está a deputada democrata Gabrielle Giffords, que foi submetida a uma cirurgia cerebral e permanece em estado crítico. Os médicos se disseram otimistas com a recuperação dela.

O ataque realizado por Loughner em Tucson abriu um debate sobre a violência política nos Estados Unidos, após a polarizada campanha para a eleição parlamentar de novembro.

O presidente Barack Obama pediu aos norte-americanos que façam um momento de silêncio às 14h de segunda-feira (horário de Brasília), em homenagem às vítimas.

Robert Mueller, diretor do FBI, alertou as autoridades para ficarem em alerta, mas disse não haver informações que sugiram novas ameaças específicas.

Ele disse que "o discurso do ódio e outros discursos de incitação" representam um desafio para as autoridades, especialmente quando levam "lobos solitários" a cometerem ataques.

"A retórica do ódio, da desconfiança em relação ao governo e da paranoia sobre como o governo opera tenta inflamar o público diariamente, 24 horas por dia, sete dias por semana, (e) tem um impacto sobre as pessoas, especialmente as que têm personalidades desequilibradas", disse Clarence Dupnik, xerife do Condado Pima, onde o ataque ocorreu.

A audiência judicial está marcada para as 14h em Phoenix (19h, pelo horário de Brasília), segundo o Departamento de Justiça). A imprensa noticiou que o jovem já havia sido expulso de uma faculdade local devido ao seu mau comportamento.

(Reportagem adicional de Andy Sullivan, Richard Cowan, Tabassum Zakaria, Kim Dixon e JoAnne Allen em Washington, David Schwartz em Phoenix e Dan Whitcomb em Los Angeles)

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