Atirador do templo sikh foi soldado do Exército dos EUA

O atirador que matou seis pessoas em um templo sikh do Estado de Winconsin tinha 40 anos e era veterano do Exército norte-americano. As autoridades afirmaram que investigam possíveis ligações a grupos racistas e a sua participação em uma banda de rock skinhead.

BRENDAN OBRIEN E JAMES B. KELLEHER, Reuters

06 de agosto de 2012 | 16h09

O agressor foi morto a tiros pela polícia no local do crime, no domingo, e identificado como Wade Michael Page, ex-soldado dos Estados Unidos no período entre 1992 e 1998, de acordo com John Edwards, chefe de polícia de Oak Creek, subúrbio de Milwaukee, onde fica o templo de 400 membros.

Page matou seis pessoas no templo Sikh e feriu com gravidade outras três, incluindo um policial, enquanto os fieis se preparavam para uma cerimônia religiosa.

Entre as vítimas havia cinco homens e uma mulher, com idades entre 39 e 84 anos. Integrantes da comunidade sikh afirmaram que o presidente da congregação e um pastor estavam entre as vítimas.

As autoridades afirmaram que estão tratando o caso como um possível ato de terrorismo doméstico. Os sikhs norte-americanos dizem que desde os atentados de 11 de setembro de 2011 são vítimas frequentes de provocação e, às vezes, de agressão, por serem confundidos com muçulmanos em razão de seus turbantes coloridos e barbas.

"A definição de terrorismo doméstico é o uso de força ou violência para ganho social ou político; portanto, é óbvio que estamos observando isso", disse a agente especial do FBI Teresa Carlson em uma entrevista coletivas nesta segunda-feira, acrescentando que as autoridades investigavam os laços de Page com racistas.

Fontes militares norte-americanas afirmaram que Page foi dispensado do Exército em 1998 por "padrões de má conduta" e recriminado por beber no serviço.

Ele serviu nas Forças Armadas por seis anos, mas nunca foi enviado para o Exterior. Era especialista em operações psicológicas, consertava mísseis e trabalhou pela última vez em Fort Bragg, no Estado da Carolina do Norte, afirmaram fontes.

Em junho de 1998, ele foi repreendido por estar bêbado no serviço e foi rebaixado de especialistas para sargento. Ele não era elegível para se realistar.

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