Atirador mata 12 em sessão de 'Batman' em cinema dos EUA

Um atirador mascarado matou 12 pessoas e feriu outras 50 na madrugada desta sexta-feira em um cinema de Denver durante a exibição do novo filme do Batman, ao abrir fogo contra espectadores e lançar uma bomba de gás lacrimogêneo dentro da sala.

KEITH COFFMAN, Reuters

20 de julho de 2012 | 09h49

O número de mortos foi reduzido de 14 para 12 pela polícia. O porta-voz policial Frank Fania disse à NBC News que 10 pessoas morreram no cinema e outras duas em um hospital em decorrência de ferimentos sofrido no ataque, ocorrido dentro de um shopping no subúrbio de Aurora.

"Esse é um fato terrível", disse o chefe de polícia Dan Oates, acrescentando que o suspeito foi detido e que não há sinais de envolvimento de um outro atirador.

Dezenas de policiais foram às pressas para o local e autoridades desocuparam a área para verificar se havia algum explosivo.

Uma testemunha contou à CNN que viu "uma pessoa subindo lentamente as escadas e disparando, escolhendo as pessoas aleatoriamente" durante a exibição de "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge".

A polícia deteve um suspeito do sexo masculino, com pouco mais de 20 anos, no estacionamento atrás do cinema, segundo o porta-voz policial. "Ele não resistiu, não brigou", afirmou.

O prédio onde o suspeito vive também foi esvaziado. Ao ser detido, o rapaz portava uma faca, um rifle e uma pistola, e outra pistola foi achada no cinema. Ele também usava um colete à prova de balas.

Segundo Fania, o homem "apareceu na frente da tela" e começou a atirar.

O presidente Barack Obama, que foi informado sobre o incidente na manhã desta sexta por seu conselheiro de segurança nacional John Brennan, pediu que o povo americano "se una" com as pessoas de Aurora.

"Michelle e eu estamos chocados e tristes com o horrível e trágico tiroteio em Colorado. Agentes federais e locais ainda estão respondendo, e minha administração fará tudo o que puder para dar apoio ao povo de Aurora neste momento extraordinariamente difícil", disse Obama em comunicado.

Uma testemunha disse à CNN: "Escutamos algo entre 10 e 20 tiros, e pequenas explosões. Logo depois ouvimos pessoas gritando. Aí vieram no alto falante e disseram que todos precisavam sair. Assim que saímos, havia pessoas correndo e gritando."

Outra testemunha contou que o homem começou a atirar quando havia uma cena de tiroteio na tela, o que gerou confusão. Essa pessoa relatou que a sala ficou tomada por uma fumaça espessa.

Fania disse que a polícia recebeu a primeira ligação sobre o incidente à 0h39 (hora local), e respondeu em "um ou dois minutos".

Hospitais locais foram alertados para um "incidente com vítimas em massa". A imprensa havia dito que dez pessoas morreram no local, e quatro após serem hospitalizadas.

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