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Jovem branco mata 9 pessoas em ataque a igreja da comunidade negra nos EUA

O suspeito, Dylann Roof, de 21 anos, está foragido e autoridades investigam caso como ódio; senador estadual democrata Clementa C. Pinckney, que também era pastor da igreja, está entre as vítimas

O Estado de S. Paulo

18 de junho de 2015 | 07h13

(Atualizada às 11h40) CHARLESTON, EUA  - Nove pessoas morreram na noite de quarta-feira, 17, após um tiroteio na Igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel, no centro da cidade de Charleston, na Carolina do Sul (EUA). De acordo com a polícia de Charleston, o suspeito é Dylann Roof, um rapaz branco e loiro de 21 anos.

Os policiais continuam as buscas com cães farejadores nos bairros próximos da igreja, mas Roof segue foragido e é considerado "extremamente perigoso", segundo o Chefe de Polícia Gregory Mullen. A polícia pediu aos cidadãos que liguem para o 911 - o número de emergência nos EUA - em caso de denúncias.

O crime teria acontecido por volta de 21h (22h no horário de Brasília), durante uma sessão de estudos bíblicos. Mullen afirmou que o Roof participava da reunião na igreja, onde teria ficado por aproximadamente uma hora, antes de iniciar o ataque.

Na manhã desta quarta-feira, 18, a polícia local divulgou imagens de um câmera de segurança que mostram o suspeito e o carro usado na fuga. As imagens não permitem, porém, identificar com precisão o modelo do veículo.

 

Ainda segundo a polícia de Charleston, as vítimas são seis mulheres e três homens, mas suas identidades ainda não foram reveladas. Várias fontes dizem, porém, que o senador estadual democrata Clementa C. Pinckney estaria entre os mortos.

A informação foi tuitada pelo reverendo Al Sharpton, famoso ministro da Igreja Batista americana, em seu perfil no Twitter. O líder da minoria na Câmara da Carolina do Sul, Todd Rutherford, também afirmou que Pinckney está entre as vítimas. 

"Ele nunca tinha nada de ruim para dizer sobe qualquer pessoa, mesmo quando eu achava que ele deveria", afirmou Rutherford. "Ele estava sempre trabalhando, seja para seus fiéis ou para seus eleitores. Ele tocava a todos."

A maior parte dos Estados americanos, incluindo a Carolina do Sul, seguem o modelo do capitólio e dividem seus legislativos em duas instâncias: a alta (Senado estadual) e a baixa (Câmara estadual).Pinckney era membro do Senado estadual da Carolina do SUl desde 2001.

O prefeito de Charleston, Joe Riley, acredita que esse seja um crime de ódio. "Um pessoa entrar em uma igreja e atirar é inexplicável. É um ato, obviamente, intolerável." Em resposta ao atentado, a governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, disse que "embora não saibamos dos detalhes do crime, sabemos que nunca vamos entender o que motiva uma pessoa a entrar em nossos locais de culto e tirar a vida dos outros".

O FBI, que auxilia nas investigações, também acredita que o episódio trata-se de um crime de ódio, segundo fontes ouvidas pela emissora CNN.

Ainda na noite de quarta-feira, uma ameaça de bomba levou a polícia a isolar os arredores da igreja. A área foi liberada após a inspeção da polícia. Além dos oficiais, um helicóptero sobrevoava a região em busca de suspeitos.

A Igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel é uma das mais antigas dos Estados Unidos e uma referência histórica. Um de seus fundadores é Denmark Vesey, que liderou uma revolta de escravos fracassada em 1822. / REUTERS e AP

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