Atirador que levou pânico aos EUA deve ser executado hoje

John Muhammad atuava em 2002 na região de Washington baleando vítimas durante suas tarefas cotidianas

Associated Press,

10 Novembro 2009 | 10h29

A menos que o governador do Estado americano de Virginia volte atrás, o franco-atirador John Allen Muhammad será executado nesta terça-feira, 10, por ataques que aterrorizaram a capital federal dos EUA por três semanas em 2002.

 

Muhammad foi condenado à morte por assassinar Dean Harold Meyers em um posto de gasolina durante um surto que deixou 10 mortos em Maryland, Virginia e Washington DC.

 

O assassino deverá ser morto por injeção letal no centro correcional Greensvilee, em Jarratt. Seus advogados pediram a conversão de sua pena em prisão perpétua porque ele teria doenças psiquiátricas. A Suprema Corte americana negou a apelação final de Muhammad na segunda-feira, 9.

 

Ele e seu cúmplice adolescente, Lee Boyd Malvo, também são suspeitos de assassinatos em outros Estados, como Luisiana, Alabama e Arizona.

 

Para os familiares dos mortos, esse dia é aguardado há muito tempo. "Ele basicamente observou meu pai dar seu último suspiro. Por que eu não deveria observar o último dele?", afirma Cheryll Witz, filha de uma das vítimas de Muhammad.

 

Os tiros aterrorizaram a região de Washington, com vítimas sendo baleadas enquanto faziam tarefas cotidianas, como durante as compras ou abastecendo o carro. As pessoas começaram a preferir ficar dentro de casa, e os que tinham que sair andavam em forma de ziguezague ou balançavam suas cabeças para evitarem serem alvos.

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