Atirador que matou oito nos EUA tinha histórico depressivo

Jovem de 19 anos foi demitido nesta semana e terminou com a namorada há duas semanas; cinco foram feridos

Agências internacionais,

06 de dezembro de 2007 | 07h40

Robert Hawkins, o jovem de 19 anos que abriu fogo em um shopping center na cidade de Omaha, no Estado de Nebraska, nos EUA, e matou oito pessoas antes de se suicidar, tinha histórico de depressão e havia terminado com a namorada há duas semanas, segundo fontes ligada à família. Segundo a polícia local,pelos menos outras cinco pessoas ficaram feridas, três em estado grave.   Veja também: Atirador mata oito em shopping nos EUA Relembre o massacre de Virginia Tech    Segundo um amigo dos Hawkins, Robert parecia melhor desde que deixou a família e mudou-se para a casa de um amigo, há um ano. Nesta semana, ele ainda foi demitido do emprego em um restaurante em uma rede de fast-food.   A polícia informou ainda que o atirador deixou uma nota de suicídio, encontrada em sua casa por parentes, na qual escreveu que queria "ir embora com estilo". Os investigadores, no entanto, não informaram os motivos que levaram o rapaz a promover o massacre.   Faltando três semanas para o Natal, o shopping Westroads estava lotado. O ataque começou numa loja de roupas no terceiro andar. Após os primeiros disparos, funcionários e clientes entraram em pânico. Muitos tentaram correr para fora da loja. Outros só tiveram tempo de se esconder nos provadores.   A enfermeira Debora Maruca-Kovac, cuja família abrigou Hawkins depois que seus filhos de 17 e 19 anos ofereceram ajuda ao jovem depois que ele foi expulso de casa, afirmou que não sabe porque ele deixou a família. "Ele era depressivo, se sempre pareceu deprimido", ela disse. "Mas ele parecida estar melhorando".     Hawkins não tomava nenhuma medicação para doenças psicológicas, mas já havia passado por um tratamento para depressão no passado, por déficit de atenção e hiperatividade, Debora acrescentou, afirmando ainda que o menino era gentil e gostava de animais.   "Ele era um jovem muito gentil, mas era muito quieto". "Ele não causava muitos problemas. Tentava ajudar o tempo todo. Ele era muito agradecido por tudo. Não era uma pessoa violenta", disse.   A enfermeira do Nebraska Medical Center, para onde os feridos foram levados, afirmou que estava se arrumando para trabalhar quando o jovem telefonou, contando que havia deixado um bilhete em seu quarto. Ela relatou que tentou pedir mais explicações ao rapaz, mas ele logo desligou.   Na nota, Hawkins lamenta por tudo, diz que ama os pais e outros familiares e que "não será mais um peso". Ele ainda deixa o seu "testamento", afirmando que o seu carro deve ficar com a sua mãe e que seus "amigos pode ficar com o que quiserem". Ele termina o bilhete dizendo que agora ele será famoso.   O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, havia visitado Omaha nesta quarta-feira e deixou a cidade cerca de uma hora antes do incidente. Em um comunicado, a Casa Branca afirmou que Bush estava "profundamente consternado" pelo episódio.   Este foi o último de uma série de ataques de atiradores em locais públicos nos Estados Unidos. Em abril, um aluno da Universidade de Virginia Tech, no Estado da Virgínia, abriu fogo no campus e matou 32 pessoas, antes de se suicidar.

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