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Atirador se despediu da namorada antes de atacar universidade

Investigadores tentam descobrir o que motivou o estudante a abrir fogo em auditório lotado e matar cinco

Agências internacionais,

18 de fevereiro de 2008 | 10h38

A namorada do atirador que matou cinco pessoas e cometeu suicidou na universidade de Illinois na semana passada afirmou no domingo, 17, que Steven Kazmierczak se despediu na véspera do incidente, dia dos namorados.   Veja também: Ataques a tiros matam 21 em duas semanas Relembre o massacre de Virginia Tech    Investigadores ainda tentam determinar o que o levou o homem de 27 anos a abrir fogo contra um auditório lotado. O atirador estacionou seu carro no câmpus pouco antes das 15h (19h, no horário de Brasília) da última quinta-feira e entrou na universidade carregando um estojo para violão, onde as armas estavam escondidas, e vários cartuchos de munição debaixo de seu casaco. Com um chute, ele abriu a porta de um auditório onde havia cerca de 150 alunos e, sem falar nada, começou a atirar. Segundo o relato de testemunhas, o jovem disparou mais de 50 vezes em poucos segundos. A perícia confirmou a informação, já que encontrou 54 cápsulas de munição no local.   Steven Kazmierczak "me chamou por volta da meia noite e pediu que eu não me esquecesse dele", disse Jessica Baty, de 28 anos, para a emissora CNN. Ela afirmou ainda que não havia qualquer indicação de que ele estivesse planejando algo. "A pessoa que eu conheci não é a mesma que fez aquilo".   Após o incidente, Jessica recebeu um pacote do namorado com dois livros, um celular e o que ela considerou uma "nota de despedida". "Você fez tanto por mim", ele dizia, de acordo com a namorada. "Você será uma excelente psicóloga e assistente social um dia". Ela confirmou ainda que ele havia interrompido a sua medicação há três semanas porque "se sentia como um zumbi", mas ela negou que seu comportamento era estranho nos últimos tempos.   Um professor de Kazmierczak, que não quis ser identificado, afirmou que o rapaz era "provavelmente o melhor aluno da sala". Neste ano, ele estava matriculado na Universidade de Illinois, em Urbana-Champaign, sua cidade natal. O chefe da segurança da Northern Illinois University, Don Grady, confirmou que o jovem era um estudante tranqüilo e muito respeitado por colegas e professores. Mas ele começou a ter problemas de comportamento havia cerca de duas semanas, logo após parar de tomar remédios. Não foi especificado que tipo de medicação ele estava tomando.   Enquanto estava matriculado na universidade em Dekalb, Kazmierczak foi vice-presidente de um grupo estudantil que educava a comunidade local sobre o sistema judicial criminal. Segundo a polícia, ele não tinha histórico de violência e nunca deu sinais de que poderia ser capaz de protagonizar uma chacina. "Ele era um ótimo aluno e aparentava ser uma pessoa normal", afirmou Grady.

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