Ativistas anti-Wall Street protestam em portos no oeste dos EUA

Cerca de mil manifestantes saíram em passeata pelo porto de Oakland, na Califórnia, e entravam em confronto com a polícia, em um dos vários protestos marcados pelos ativistas anti-Wall Street em entrepostos de carga na costa oeste dos Estados Unidos, num momento em que buscam revigorar seu movimento.

REUTERS

12 de dezembro de 2011 | 15h24

Ao tentar prejudicar as atividades portuárias da Califórnia ao Alasca, os organizadores esperavam chamar a atenção para as desigualdades econômicas nos Estados Unidos, o elevado desemprego e um sistema financeiro que dizem ser injustamente favorável aos ricos.

Em Oakland, já antes do nascer do sol uma multidão ruidosa gritava "Ruas de quem?" Nossas ruas. Portos de quem? Nossos portos", seguindo pelas ruas da cidade até o porto de carga, onde já se encontrava a polícia antidistúrbios.

Os manifestantes então formaram um piquete diante dos policiais para bloquear a entrada. Um grupo menor, de 250 a 300 pessoas, se manifestou diante de uma instalação de terminal no porto de Long Beach.

Cena semelhante ocorreu num terminal martítimo de Portland, no Oregon, onde policiais entraram em confronto com cerca de 200 manifestantes que tentavam atrapalhar o tráfego portuário.

A nova estratégia foi definida depois que os acampamentos do movimento Ocupe Wall Street, iniciado em setembro, em Nova York, começaram a ser removidos pela polícia nova-iorquina e também da maioria das grandes cidades da costa oeste dos EUA, levando os ativistas a procurar outros meios de expressar seu descontentamento.

Mas os esforços para forçar o fechamento de vários portos simultaneamento serão uma tarefa árdua porque alguns deles são complexos de grande proporção com múltimplas entradas que seria muito difícil bloquear, mesmo se os manifestantes estivessem em grande número.

(Por Lird Harrison)

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