Ativistas dos EUA deixam Egito e evitam crise

Ativistas norte-americanos pró-democracia deixaram na quinta-feira o Egito, com autorização do governo local, o que deve resolver o pior atrito entre Cairo e Washington nas últimas décadas.

TOM PFEIFFER E MARWA AWAD, REUTERS

01 de março de 2012 | 18h01

As autoridades acusaram os ativistas - entre eles Sam LaHood, filho do secretário de Transportes dos EUA, Ray LaHood - de trabalharem com grupos que recebem financiamento ilegal do exterior. Eles estavam proibidos de saírem do país.

Em represália, as autoridades dos EUA ameaçavam cortar a ajuda militar de 1,3 bilhão de dólares por ano, concedida desde o histórico acordo de paz do Cairo com Israel, em 1979. O Egito foi um pilar da política dos EUA para o Oriente Médio durante os quase 30 anos de governo de Hosni Mubarak, deposto no ano passado.

A proibição de deixar o país foi suspensa na quarta-feira, e uma fonte aeroportuária confirmou à Reuters na quinta-feira que o grupo deixou o país num avião enviado especialmente para esse fim pelos EUA.

O grupo é composto por 15 pessoas - oito norte-americanos, três sérvios, dois alemães, um norueguês e um palestino. Victoria Nuland, porta-voz do Departamento de Estado, elogiou o governo provisório egípcio pela decisão, mas disse que os EUA continuam preocupados com a "perseguição a ONGs egípcias e com o resultado final do processo judicial".

(Reportagem adicional de Edmund Blair e Michele Kambas em Larnaca)

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