Chris Wattie/Reuters
Chris Wattie/Reuters

Atritos entre EUA e Canadá marcam antecedentes da reunião do G-8

Ausência de países interessados em encontro prévio de países do Ártico irritou Hillary

29 de março de 2010 | 22h08

Efe

 

OTTAWA- As divergências entre os EUA e o Canadá marcaram as horas que antecederam o encontro de ministros de Exteriores do G-8 na noite desta segunda-feira, 29. As tensões ocorreram porque Ottawa convocou uma reunião de países do Ártico que não contou com a participação de todos os membros interessados.

 

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No entanto, espera-se que durante a reunião do G8, que estará centrada nos assuntos nucleares do Irã, assim como na colaboração antiterrorista, Washington e Ottawa demonstrem mais sintonia.

 

A secretária do Departamento de Estado dos EUA, Hillary Clinton, viajou para Ottawa pela manhã para participar da reunião dos países árticos organizada pelo Canadá, prévia ao encontro de ministros do G-8.

 

Durante o encontro, Clinton expressou sua preocupação com as consequências da mudança climática e destacou que o que acontece no Ártico "terá amplas consequências para a Terra e seu clima".

 

O problema da reunião foram as ausências. O ministro de Assuntos Exteriores canadense, Lawrence Cannon, tinha convidado seus colegas dos Estados Unidos, Rússia, Dinamarca e Noruega para a reunião.

 

Mas outros países com interesses no Ártico, como Suécia, Finlândia e Islândia, assim como representantes de grupos indígenas Inuit, foram excluídos e protestaram por isso.

 

Estas ausências provocaram críticas de Hillary ao Canadá, que foram traduzidas em sua negativa de participar junto com Cannon da entrevista coletiva realizada no fim do encontro entre os cinco países.

 

Na opinião da chefe da diplomacia americana, reuniões como a de Ottawa "deveriam incluir aqueles que têm interesses legítimos na região". O Ártico deveria servir para se trabalhar de forma conjunta e não para fomentar divisões, afirmou.

 

O chanceler canadense negou que as ausências fossem um problema porque a reunião estava planejada para os países com costa no Ártico e lembrou que as nações que não estiveram em Ottawa fazem sim parte do Conselho do Ártico, que se reúne a cada dois anos.

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