Chris Park / AP
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Atum na costa dos Estados Unidos tem radiação de Fukushima

Baixos níveis foram detectados em 15 peixes cerca de quatro meses depois do terremoto e do tsunami que danificaram usina japonesa

REUTERS

28 Maio 2012 | 18h43

WASHINGTON - Baixos níveis de radiação nuclear oriunda da usina atômica de Fukushima, no Japão, foram detectados em atuns na costa da Califórnia, num sinal de que esses peixes transportaram isótopos pelo Pacífico mais rapidamente do que o vento ou o mar, disseram cientistas nesta segunda-feira.

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Pequenas quantidades de césio-137 e césio-134 foram detectados em 15 atuns apanhados perto de San Diego em agosto de 2011, cerca de quatro meses depois do terremoto e do tsunami que danificaram a usina japonesa, causando o vazamento radiativo.

Só meses depois o vento e o mar trouxeram destroços da usina para a costa oeste norte-americana.

A quantidade de césio nos peixes supostamente não é nociva para os consumidores, segundo estudo publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

Sem fazer uma avaliação definitiva sobre a segurança dos atuns como alimento, o pesquisador Daniel Madigan, da Estação Marinha Hopkins da Universidade Stanford, coordenador do estudo, disse que a radiação detectada nos peixes é bem inferior ao limite japonês de segurança.

"Eu não diria a ninguém o que é seguro comer e o que não é", disse Madigan por telefone, para quem o impacto pode ser mais psicológico do que real.

O césio-137 já estava presente no leste do Pacífico antes do acidente de Fukushima, mas o 134 só surge por atividades humanas, e não existia no mar antes do acidente, e por isso só pode ter vindo de Fukushima.

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