Austrália e EUA recebem ameaças antes de execuções em Bali

Porta-voz do distrito central de Jacarta diz que países sofrerão "represálias" caso os presos sejam executados

EFE

04 de novembro de 2008 | 08h46

As Embaixadas da Austrália e dos Estados Unidos na Indonésia receberam nesta terça, 4, ameaças de bomba, às vésperas da execução dos condenados pelos atentados de Bali em 2002, nos quais 202 pessoas morreram.   O porta-voz da Polícia do distrito central da capital, Heri Wibowo, confirmou à agência estatal "Antara" que esta manhã as duas legações diplomáticas foram advertidas através de mensagens de telefone celular que a execução acarretaria "represálias".   Os desconhecidos que enviaram as mensagens assinalaram que já tinham colocado dinamite no interior de cada prédio e que ativariam o explosivo se os réus fossem executados, como está previsto, no começo deste mês.   Desde a semana passada, o controle policial foi reforçado em grande parte da Indonésia e, especialmente, em Jacarta, Bali e todos os enclaves estratégicos, diante da ameaça de um atentado como vingança pela morte dos terroristas.   Três artefatos de baixa potência explodiram ontem na residência do governador da província indonésia de Molucas do Norte, causando danos materiais.   No dia 9 de setembro de 2004, um carro-bomba explodiu em frente à Embaixada da Austrália em Jacarta, deixando nove mortos e mais de 100 feridos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.