Autoridades apóiam data de Obama para EUA saírem do Afeganistão

A data-limite de julho de 2011 estabelecida pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para começar a retirar tropas norte-americanas do Afeganistão não é um prazo rígido, mas uma mensagem para Cabul sobre a urgência de prepararem um exército para defender o país, afirmaram autoridades norte-americanas neste domingo.

DAVID ALEXANDER, REUTERS

06 de dezembro de 2009 | 14h22

"Creio que há um elemento importante aqui em termos de equilibrar entre um sinal de resolução, mas também dar ao governo afegão uma percepção de urgência da necessidade de recrutarem e treinarem seus jovens e colocarem-nos para lutar", disse o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, ao programa da rede NBC "Meet the Press".

O presidente democrata e seus principais conselheiros têm recebido muitas críticas do partido republicano desde que Obama anunciou, em discurso na televisão na terça-feira, que iria enviar mais 30 mil tropas ao Afeganistão, mas também começaria a trazê-los de volta em 18 meses.

O senador republicano John McCain apoiou a decisão de aumentar o número de soldados no país para quase 100 mil, mas condenou o prazo de julho de 2011 como "arbitrário", e disse que "envia exatamente a mensagem errada". O senador Lindsey Graham também questionou se extremistas não veriam a data como um sinal de fraqueza.

Gates e a secretária de Estado, Hillary Clinton, rejeitaram essas críticas e defenderam a decisão do presidente em entrevistas a programas matutinos neste domingo, afirmando que o prazo começaria com uma transferência do controle militar para os afegãos.

"Não estamos falando de uma estratégia de saída, ou de um prazo final", disse Hillary no "Meet the Press". "O que estamos falando é de uma avaliação de que poderemos começar a transição. Uma transição para entregar a responsabilidade às forças afegãs."

"É o início de um processo", acrescentou Gates. "Em julho de 2011, nossos generais estão confiantes de que irão saber se nossa estratégia está ou não funcionando. E o plano é começar a transferir áreas de responsabilidade pela segurança para as forças de segurança afegãs, enquanto permanecemos numa posição tática, e depois, uma posição estratégica de supervisão", completou.

Tudo o que sabemos sobre:
EUAAFEGANISTAODATAS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.