Autoridades de Defesa dos EUA e China se reúnem

Autoridades chinesas e norte-americanas de Defesa se reuniram nesta quarta-feira, no encontro de mais alto escalão desde setembro, quando Washington irritou Pequim por vender armas a Taiwan, disse a agência estatal de notícias Xinhua.

REUTERS

07 de dezembro de 2011 | 10h40

O evento, que sinaliza a intenção de preservar as relações apesar da tensão bilateral, envolveu o subchefe do Estado-Maior chinês, Ma Xiaotian, e a subsecretária de Defesa dos EUA, Michèle Fournoy, segundo a Xinhua.

"O fato de as consultas terem ocorrido conforme o agendado mostra que ambos os países estão sendo sinceros a respeito de manter o intercâmbio militar", disse Ma à Xinhua. "Tomara que ambos os lados aproveitem ao máximo essa oportunidade de ampliar o terreno comum, de manter os riscos sob controle e de evitar erros de avaliação."

Em setembro, a China disse que a venda de armas a Taiwan - ilha autônoma que Pequim considera uma "província rebelde" - poderia perturbar os contatos militares.

Contrastando com o clima amistoso do encontro, o presidente chinês, Hu Jintao, disse na véspera que a Marinha deveria "realizar amplos preparativos bélicos, a fim de oferecer uma maior contribuição na salvaguarda da segurança nacional e da paz mundial".

Mas um porta-voz da chancelaria disse que os comentários de Hu num congresso partidário da Marinha não devem ser motivo de alarme.

"A China do começo ao fim busca uma política defensiva de defesa nacional (sic), e se atém ao caminho do desenvolvimento pacífico", disse o porta-voz Hong Lei. "O desenvolvimento da China deu aos países do mundo uma oportunidade importante. Ela não representou no passado, e não representará no futuro, um perigo a nenhum país."

A notória intenção dos EUA de ampliar sua presença na região da Ásia/Pacífico despertou especulações em Pequim de que o governo de Barack Obama estaria tentando "cercar" a China.

Na semana passada, militares chineses criticaram EUA e Austrália por reforçarem sua cooperação militar, alertando que isso poderia abalar a confiança entre Pequim e Washington e alimentar antagonismos da Guerra Fria.

Recentes rumores sobre um pacto de defesa envolvendo Índia, Austrália e EUA também causaram preocupação na China. Austrália e Índia negaram que existam planos nesse sentido.

(Reportagem de Sui-Lee Wee; reportagem adicional de Michael Martina)

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