Auxiliares de Bush que apoiaram tortura podem ser processados

Presidente dos EUA disse que a questão de iniciar ou não processos ficará a cargo do procurador-geral

Associated Press,

21 de abril de 2009 | 14h56

O presidente dos EUA, Barack Obama, deixou a porta aberta para que sejam processados membros do governo Bush que construíram o arcabouço jurídico usado para justificar a tortura de suspeitos de terrorismo, dizendo que os EUA perderam "a bússola moral" ao aplicar essas táticas.

 

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A questão de se os autores das justificativas para o uso dos chamados métodos "avançados" de interrogatório devem ser acusados formalmente "será mais uma decisão do procurador-geral, dentro dos parâmetros de diversas leis, e não quero prejulgar isso", disse Obama. O presidente discutiu a questão das táticas de interrogatório aplicadas contra terroristas depois de uma reunião com o rei Abdullah II, da Jordânia.

 

Obama também disse que poderia vira a apoiar uma investigação parlamentar das políticas do governo Bush para com prisioneiros suspeitos de terrorismo, mas apenas sob certas condições, como a formação de uma base bipartidária. Ele se disse preocupado com o impacto de uma investigação de forte teor político sobre os esforços do governo para conter o terrorismo.

 

O presidente já havia afirmado que não gostaria de ver agentes da CIA que praticaram tortura processados, desde que esses agentes tenham agido dentro dos parâmetros definidos por superiores que acreditavam que essas práticas eram legais.

 

Mas a posição do atual governo quanto aos juristas que trabalharam com o governo Bush para aprovar as táticas violentas de interrogatório é menos clara.

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