Avião presidencial voa baixo e causa pânico em Nova York

Acompanhada de caças, aeronave reserva do Air Force One realizou exercício de rotina sem avisar cidade

da Redação, estadao.com.br

27 de abril de 2009 | 16h47

Um exercício de rotina do avião reserva do Air Force One, a aeronave oficial da Presidência americana, causou pânico em Manhattan nesta segunda-feira, 27, informou o jornal The New York Times. O avião voou baixo sobre Nova York e Nova Jersey, acompanhada de dois caças F-16, sem nenhum anúncio público sobre a operação, realizada para uma sessão de fotos. De acordo com o diário, até o prefeito da cidade, Michael Bloomberg, ficou "furioso" porque não foi avisado sobre o exercício. 

 

 

O voo, que começou por volta das 10 horas, no horário local, resultou em uma grande confusão, e logo os serviços de emergência receberam milhares de ligações. Segundo o New York Times, o prefeito disse que o Departamento de Polícia e alguém de seu gabinete - cujo nome não foi revelado - recebeu um e-mail da Administração Federal de Aviação (FDA) na noite de quinta-feira informando sobre o exercício, mas que não soube da operação até que seu celular começou a receber uma série de mensagens de pessoas perguntando sobre o incidente.

 

"A primeira coisa é que eu estou irritado - furioso é a melhor palavra - porque isso não foi dito a mim", afirmou Bloomberg. A população, que pensou que tratava-se de um ataque terrorista, logo saiu correndo de prédios e casas, acrescentou o jornal. Até os mercados financeiros caíram depois das 10 horas, apesar de não ter ficado claro se o avião foi o responsável - em dez minutos, o índice Dow Jones caiu 40 pontos, começando 10h15, para depois subir 50.

 

Sidney Bordey, diretor de um escritório próximo ao local onde o exercício foi realizado, disse ao New York Times que "as pessoas começaram a correr, dizendo que um voo comercial estava sendo seguido por F-16s". Andrew Burke, um vendedor de camisetas, afirmou que os nova-iorquinos "pensaram no pior". "É uma vergonha que eles não podem dizer a cidade o que irão fazer", continuou.

 

De acordo com a publicação, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não estava a bordo do avião. Não foi a primeira vez que exercícios aéreos assustam Manhattan, que está sempre em alerta depois dos atentados de 11 de Setembro. Em fevereiro de 2002, dois F-16s que voavam baixo após uma patrulha regular também causaram pânico na cidade.

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