Ban Ki-moon alerta para 'série assustadora de desafios'

Secretário-geral da ONU pede que líderes enfrentem aquecimento global e apoiem planos de paz no mundo

Associated Press e Reuters,

25 de setembro de 2007 | 10h52

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou na manhã desta terça-feira, 25, a líderes internacionais que o mundo enfrentará "uma série assustadora de desafios" nos próximos anos, desde o combate ao aquecimento global à luta contra a pobreza e à promoção da paz no Oriente Médio e em Darfur.   Veja também: Chávez cancela discurso na Assembléia GeralPaíses ricos precisam dar exemplo, diz Lula   Na abertura da Assembléia-Geral da ONU, Ban subiu na bancada pela primeira vez desde que assumiu a Secretaria Geral da organização e pediu por "um clima interno de mudança",  para que seja tratado um crescente número de problemas que exigem a ação coletiva.   "Acredito que o ano à frente será um dos mais desafiadores em nossa história", discursou. "E estou certo que, juntos, podemos fazê-lo um dos mais bem sucedidos. Precisamos prestar menos atenção na retórica e focar resultados". Ban foi seguido pelo presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.   Ban falou pouco antes do discurso do norte-americano George W. Bush, que anunciou novas sanções contra os governantes militares de Mianmar. O secretário-geral desviou-se de seu discurso preparado para dizer que está acompanhando de perto os acontecimentos no país do Sudeste Asiático.   O secretário-geral prometeu reformar a burocracia da ONU e disse que fará o possível e o impossível para acabar com a tragédia em Darfur, no Sudão. A ONU está tentando mobilizar 26 mil soldados e policiais para proteger os civis em Darfur, onde dezenas de milhares de pessoas já morreram e mais de 2,5 milhões foram expulsas de suas casas. Há divergências com o governo sudanês, porém, sobre a composição da força.   "O governo do Sudão precisa cumprir sua promessa de entrar em negociações de paz abrangentes e implementar o cessar-fogo", disse ele.   Sobre o conflito entre israelenses e palestinos, Ban afirmou que a paz é "vital para a estabilidade da região e do mundo". "Sabemos o que é necessário: o fim da violência, o fim da ocupação, a criação de um Estado palestino em paz consigo mesmo em com Israel e uma paz regional ampla entre Israel e o mundo árabe." 

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