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Ban pede combate à pobreza e fim das armas nucleares

Secretário-geral da ONU abre evento com pedido para que líderes superem diferenças para vencer desafios

Efe e Associated Press,

23 de setembro de 2009 | 11h11

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu nesta quarta-feira, 23, às nações que se unam para libertar o mundo das armas nucleares. Ban também destacou a importância de se enfrentar a crescente pobreza, resultante da crise financeira global.

 

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Ban falou na abertura do encontro anual da Assembleia Geral e pediu aos líderes e diplomatas presentes na Assembleia Geral da entidade que superem as diferenças, a fim de alcançar um acordo para enfrentar a ameaça de uma catastrófica mudança climática.

 

"Se alguma vez houve um momento para renovar o espírito do multilateralismo e criar uma ONU de verdadeira ação coletiva, é agora. As pessoas esperam uma resposta de nossa parte", disse. O responsável da ONU, agora na metade de seu mandato de cinco anos, disse que todos os países têm que estar "unidos nos propósitos e na ação".

 

Abordou também o problema da pobreza que, devido à recessão econômica, fez com que este ano haja 100 milhões a mais de pobres, por isso considerou que, "em vez de brotos de recuperação, o que há são bandeiras vermelhas de perigo". O secretário-geral da ONU disse que, embora os mercados comecem a mostrar sinais de recuperação, não ocorre o mesmo com o nível de renda e os postos de trabalho.

 

Ban também antecipou que, em 23 de setembro de 2010, convocará uma cúpula especial sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), quando só restarem cinco anos para chegar, sem um previsível êxito, à data fixada para reduzir a pobreza no mundo pela metade. Ele referiu-se também à situação das mulheres e das crianças no mundo e disse que, enquanto nos últimos 20 anos o índice de mortalidade infantil caiu 28%, não houve progressos semelhantes quanto à saúde materna e mortalidade.

 

Ban propôs que a prevenção da violência sexual contra as mulheres se transforme em uma das prioridades da comunidade internacional. "A ONU não pode olhar para outro lado quando uma mulher morre no parto ou são violadas como arma de guerra, sem ter para onde ir", afirmou Ban, indicando que essa preocupação o levou a reunir todos os organismos da ONU que tratam sobre os problemas das mulheres sob uma mesma agência.

 

Ban advertiu aos líderes que nenhum desses objetivos podem ser alcançados "sem paz, segurança e justiça", e transferiu essa premissa a conflitos como os de Darfur, Somália, Mianmar, Sri Lanka e Gaza, entre outros. Assim, a respeito da situação em Darfur, Ban disse que houve progressos, mas que ainda faltam à missão da ONU nesse país bens essenciais, como meios de transporte.

 

"A Somália reivindica atenção, com o apoio aos capacetes azuis africanos e na luta contra a pirataria internacional", disse Ban, que se referiu também ao processo de reconciliação no Sri Lanka e ressaltou que prosseguirá "os esforços a favor da liberdade e da democracia em Mianmar". Ban incentivou as autoridades militares de Mianmar a continuarem ações como a libertação de prisioneiros políticos na semana passada, incluindo no futuro a de Aung San Suu Kyi, e que realizem eleições críveis e includentes.

 

Quanto à situação do Oriente Médio, insistiu em que é preciso retomar as negociações entre israelenses e palestinos encaminhadas para a existência de dois Estados e uma paz global. Sobre o Afeganistão, Ban reconheceu que "há um ambiente difícil", no qual as recentes eleições presidenciais "revelaram sérios defeitos".

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