Ban promete pressionar Bush sobre mudança climática

O secretário-geral da Organizaçãodas Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse na segunda-feiraque vai pressionar o presidente dos EUA, George W. Bush, arespeito da mudança climática durante o encontro entre ambos naterça-feira em Washington. Ban também disse que Darfur, Iraque e Oriente Médio serãotemas importantes de sua visita, durante a qual o sul-coreanodeve encontrar também membros das comissões de RelaçõesExteriores da Câmara e do Senado dos EUA. "Todo o conjunto de questões será discutido entre mim e opresidente Bush --questões geopolíticas, questões climáticas,reforma da ONU e também as verbas necessárias por parte dosEstados Unidos para as operações de paz", disse Ban ementrevista coletiva. A respeito da questão climática, ele disse: "Gostaria dediscutir esse assunto com o presidente Bush e esperaria que opresidente Bush e o governo norte-americano sejam representadosno nível mais alto possível (numa conferência climáticaconvocada por Ban para 24 de setembro)." A mudança climática é um assunto polêmico em váriosgovernos, incluindo o de Bush, que tem combatido a imposição demetas obrigatórias nas emissões de gases do efeito estufa. "A participação norte-americana é crucialmente importante",declarou Ban, dizendo-se otimista com as recentes iniciativasclimáticas de Bush apresentadas na cúpula do mês passado do G8,na qual líderes mundiais aceitaram em princípio reduçõessubstanciais nas emissões dos gases responsáveis peloaquecimento global. Até agora, as conferências climáticas anuais da ONUapresentaram poucos progressos na preparação de um novo tratadoque substitua o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012. Ban disse torcer para que o encontro de setembro gere "umaforte vontade política" antes de um encontro ainda maisimportante, a Convenção da ONU para a Mudança Climática, emdezembro, em Bali (Indonésia), onde a ONU pretende iniciar asnegociações formais para um novo tratado. O secretário-geral também deve discutir com Bush as verbaspara operações de paz, que estão atrasadas, o que podeprejudicar as missões em lugares como Darfur e Haiti. O pacote que tramita no Congresso aponta para um déficit de500 milhões de dólares, segundo uma avaliação da ONU sobre suasnecessidades no próximo ano. Além disso, Washington deve maisde 1 milhão de dólares em taxas administrativas à ONU.

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