Barack Obama busca reaproximação com América Latina

Presidente americano visita o México na quinta-feira e participa da Cúpula das Américas a partir de sexta

Agência Estado e Associated Press,

14 de abril de 2009 | 11h02

A primeira viagem do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à América Latina é uma oportunidade para revitalizar as relações com toda a região, afirmou a Casa Branca. Obama deve chegar na quinta-feira, 16, à Cidade do México, em sinal de apoio ao presidente mexicano, Felipe Calderón, em um momento em que EUA e México tentar enfrentar o fluxo de armas e de drogas e seus funestos resultados para os países.

 

De sexta-feira a domingo, Obama estará em Trinidad e Tobago para a Cúpula das Américas, que reúne 34 nações. A Casa Branca afirmou na segunda-feira que os temas prioritários são a busca de apoio para reformas econômicas de base, que ajudem em particular os "pobres entre os pobres"; a colaboração com outros países para ampliar a energia renovável e reduzir o aquecimento global; e a melhoria na segurança pública. As ações contra a crise mundial são o tópico dominante da agenda.

 

Muitos países latinos enfrentam duros efeitos da desaceleração econômica, após alguns anos de crescimento relativo. Segundo analistas, é improvável que a cúpula ofereça resultados importantes, mas poderia estabelecer um novo tom nas relações, sobretudo considerando a popularidade de Obama na região e sua promessa de multilateralismo.

 

"A percepção que chega do sul é que nos últimos dias os Estados Unidos voltou sua atenção para outros lados, não atendeu suas relações com essa parte do mundo", avaliou Jeffrey Davidow, principal assessor de Obama para a cúpula, em declarações a jornalistas na noite de segunda-feira. Davidow disse acreditar que o encontro dará a Obama "a oportunidade de se reunir com todos os chefes de Estado, escutá-los, trocar opiniões e produzir novas ideias".

 

Cuba está excluída da cúpula, como nação não democrática. Mas a relação desse país com os EUA e sua presença na região seguramente será levantada. Na segunda-feira, Obama levantou restrições para cubano-americanos que desejem viajar à ilha e enviar dinheiro a seus parentes que ali vivem.

 

Assessores de Obama não quiseram mencionar por enquanto detalhes sobre as reuniões pessoais do presidente em Trinidad e Tobago. Os funcionários disseram que Obama levará propostas concretas ao encontro, porém não as adiantaram.

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