Jack Plunkett/AP
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Barack Obama deve 'aprender a ser americano', diz campanha de Romney

Declaração veio do ex-governador de New Hampshire John Sununu, que teve de recuar e pedir desculpas

SAM YOUNGMAN, Reuters

17 de julho de 2012 | 21h37

NORTH HUNTINGDON, Estados Unidos - A campanha do pré-candidato presidencial republicano Mitt Romney lançou novos ataques contra o mandatário Barack Obama nesta terça-feira. Um dos partidários de Romney disse que desejava que Obama "aprendesse a ser um norte-americano", mas logo se desculpou por suas declarações.

Em entrevista coletiva, o ex-governador de New Hampshire John Sununu atacou Obama e sua campanha, qualificando-os de "um monte de mentirosos."

"Gostaria que o presidente aprendesse a ser um norte-americano", disse Sununu, embora depois tenha tentado amenizar as declarações.

Obama tentou várias vezes terminar com a especulação de muitos conservadores de que não teria nascido nos Estados Unidos e que, portanto, não poderia ser legalmente o presidente do país.

Romney procurou repetidamente evitar o tema e Sununu rapidamente recuou. "O que pensei que disse, mas não disse, era que o presidente deve aprender a fórmula norte-americana de criar negócios", afirmou Sununu.

O político de desculpou horas depois em entrevista à CNN, dizendo: "Francamente, cometi um erro. Não deveria ter usado essas palavras."

A ligação pareceu ser uma nova tentativa de fazer frente aos ataques democratas sobre a época em que Romney esteve à frente da empresa de capital privado Bain Capital e sua recusa em divulgar informações de mais de dois anos de devolução de impostos.

A porta-voz da campanha de Obama, Lis Smith, disse que a equipe de Romney estava tentando desviar a atenção.  "A campanha de Romney perdeu a paciência. A pergunta é o que mais farão para evitar responder a sérias dúvidas sobre o exercício de Romney na Bain Capital e os investimentos em paraísos fiscais estrangeiros e contas no exterior", disse a porta-voz em comunicado.

"Esse colapso e a retórica exaltada não melhorarão as coisas. Só reflete o quão desesperados estão por mudar de assunto", acrescentou.

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