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Barack Obama pede medidas urgentes para reforma na saúde

Presidente dos EUA tenta impulsionar plano que experimenta crescente rejeição; 'acabou o momento das rixas'

Efe,

09 de setembro de 2009 | 21h13

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, diz acreditar que "chegou o momento de tomar medidas" sobre a reforma na saúde, segundo os trechos divulgados de seu discurso sobre o assunto, que fará nesta quarta-feira, 9, à noite ao Congresso americano. Nos trechos divulgados pela Casa Branca, Obama afirma que, se nada for feito, "nosso déficit crescerá, mais famílias quebrarão, mais empresas fecharão e mais gente morrerá."

 

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video Assista ao discurso ao vivo no canal da Casa Branca no YouTube

 

"Acabou o momento das rixas. Chegou o momento de atuar", diz. Em seu discurso, o presidente assegura que a reforma no sistema de saúde proporcionará "mais segurança e estabilidade para que os americanos contem com seguro médico", e fornecerá cobertura a quem não tem, enquanto diminui os custos das prestações.

 

"Não sou o primeiro presidente a adotar esta causa, mas estou decidido a ser o último", assegura Obama, que fará o discurso aos deputados e senadores a partir das 20h (21h, no horário de Brasília), que será transmitido pelas principais cadeias de televisão. Com seu discurso, o presidente americano quer romper o impasse no qual se encontra a reforma, sua grande prioridade legislativa e de cujo sucesso pode depender seu futuro político.

 

Atualmente, os legisladores elaboram até cinco minutas diferentes de projetos de lei sobre a medida, que Obama considera vital para dar cobertura aos 47 milhões de americanos que não têm seguro médico, segundo cálculos oficiais. À falta de progressos no Congresso se somou uma crescente reticência do público à reforma, que ameaça arrastar a popularidade do próprio Obama. As últimas enquetes apontam que 52% dos cidadãos se opõem à medida proposta pelo presidente.

 

Nos trechos do discurso divulgados, Obama assegura que está disposto a escutar as propostas de todos, mas adverte que não perderá "tempo como quem pensa que convém mais, politicamente, deixar morrer o plano que melhorá-lo". "Não aceitarei a situação atual como uma solução. Não desta vez", afirma o presidente no discurso.

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