Base envia forças para Iraque e Afeganistão

Desde 1942, Fort Hood está no centro das ações militares americanas

O Estado de S. Paulo,

06 Novembro 2009 | 08h07

 

KILLEEN, EUA - Fort Hood é considerada a maior base militar do Ocidente, de onde são enviados os contingentes americanos tanto para a guerra no Afeganistão quanto no Iraque. A base, com quase 40 km², abriga mais de 50 mil militares. Pelo menos 35 mil deles estavam no local no momento do ataque. A base está situada na metade do caminho entre as cidades de Austin e Waco, no Estado do Texas.

O local foi inaugurado em 1942, quando o Exército americano buscava um terreno capaz de abrigar testes com tanques de guerra que eram enviados para combater as forças da Alemanha nazista da Europa, durante a 2ª Guerra. Um ano depois de sua inauguração, a instalação chegou a abrigar 95 mil militares. O nome da base foi dado em homenagem ao general texano John Bell Hood, herói da Guerra Civil Americana (1861-1865).

Um de seus mais célebres moradores foi o músico Elvis Presley que chegou ao Fort Hood em março de 1958. Ele treinou na base até embarcar, seis meses depois, para a Alemanha.

As instalações também abrigaram armas atômicas de 1947 a 1969. Nos anos 60, serviu como um dos mais importantes centros de treinamento para os contingentes americanos enviados para a Guerra do Vietnã (1959-1965), além de ganhar a fama de local de testes para alguns dos veículos blindados de combate mais modernos produzidos pela indústria bélica americana.

Os contingentes militares enviados nos anos 90 para a Somália, Bósnia e para o Golfo Pérsico também partiram de Fort Hood. O local também foi ponto de partida para operações humanitárias na Nicarágua e no México nessa época e, em 2005, forneceu mais de 100 milhões de porções alimentares para as vítimas do Furacão Katrina, que devastou o sul dos Estados Unidos.

A 4ª Divisão de Infantaria do Exército americano, responsável pela captura do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein, em dezembro de 2003, teve em Fort Hood sua base de operações até o início de 2009.

Em 2001, com a guerra ao terror declarada pelo então presidente americano, George W. Bush, Fort Hood passou a funcionar sob um novo regime de segurança, mais rígido e fechado, na tentativa de impedir ataques terroristas e ameaças de origem difusa, como o ataque feito com um avião civil sequestrado e lançado contra o edifício do Pentágono do dia 11 de setembro daquele ano.

No dia seguinte ao 11 de Setembro, o comando da base anunciou a restrição à presença de civis que não tenham atividades vinculadas ao funcionamento do local. Apenas dois museus militares, instalados dentro da base, continuaram abertos a visitação.

Protestos

 

Fort Hood também foi alvo de alguns dos mais simbólicos protestos pacifistas dos EUA.

Veteranos da Guerra do Vietnã fizeram da cafeteria Oleo Strut, próxima à base, um quartel para suas mobilizações contra a guerra. No início, o local era conhecido apenas como um ponto de encontro onde soldados traumatizados podiam conversar entre si e com alguns moradores preocupados com seus traumas.

A história da cafeteria foi retratada no documentário Sir, No Sir! (Senhor, Não Senhor!, em tradução livre), dirigido por David Zeiger e lançado nos EUA há quatro anos, quando venceu o Festival de Cinema de Los Angeles.

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