Biden acrescenta Arábia Saudita em lista de desculpas sobre Estado Islâmico

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acrescentou nesta terça-feira a Arábia Saudita à lista de países do Oriente Médio aos quais ele "esclareceu" comentários que fez na semana passada, sugerindo que essas nações tinham apoiado militantes islâmicos na Síria.

REUTERS

07 de outubro de 2014 | 18h05

Ele pediu desculpas à Turquia e aos Emirados Árabes Unidos na semana passada por ter dito que aliados dos EUA na região foram, em parte, culpados pela ascensão do grupo Estado Islâmico na Síria. Biden fez as declarações em uma sessão de perguntas e respostas com estudantes da Universidade de Harvard.

"O vice-presidente Biden falou hoje (terça-feira) com o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, príncipe Saud al-Faisal", afirmou o gabinete de Biden em um comunicado.

"O vice-presidente agradeceu ao ministro das Relações Exteriores pelo forte apoio da Arábia Saudita na luta comum contra o Isil (Estado Islâmico) e esclareceu seus comentários recentes sobre as fases iniciais do conflito na Síria. Os dois concordaram que a questão foi encerrada."

Isil, que significa Estado Islâmico do Iraque e do Levante, é a sigla utilizada pelos EUA para se referir ao Estado Islâmico.

Biden havia dito que aliados dos EUA na região, muitos dos que agora participam de uma coalizão para combater o Estado Islâmico, investiram milhões de dólares em grupos sírios que lutam contra o presidente sírio, Bashar al-Assad, o que fortaleceu as facções islâmicas locais.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, defendeu fortemente Biden na segunda-feira como membro do núcleo da equipe de política externa de Obama.

"O vice-presidente é alguém que tem caráter suficiente para admitir quando cometeu um erro", disse Earnest.

(Reportagem de Steve Holland)

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