Biden afirma que sanções ao Irã devem acontecer em abril ou maio

Vice-presidente dos EUA também minimizou a hipótese de um ataque de Israel à República Islâmica

Reuters

22 de abril de 2010 | 15h18

WASHINGTON - O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, disse nesta quinta-feira, 22, que as novas sanções da ONU contra o Irã devem ser anunciadas no fim de abril ou no começo de maio, e minimizou a hipótese de um ataque israelense à República Islâmica antes que as sanções sejam aplicadas.

Biden fez o mais recente alerta dos EUA ao Irã, que trava uma disputa com o Ocidente sobre seu programa nuclear, durante participação num programa da rede ABC.

"Todos, desde o primeiro-ministro israelense, passando pelo primeiro-ministro britânico, até o presidente da Rússia, todos concordam que o próximo passo que devemos tomar são as sanções da ONU", disse Biden. "Acredito que o regime de sanções acontecerá até o fim desse mês, começo do próximo", acrescentou.

Perguntado se o governo dos EUA estava preocupado com um possível ataque de Israel ao Irã sem consultar Washington, Biden se disse seguro de que o Estado judeu "não faria isso".

Ele disse que Israel concordava em aguardar o resultado das novas sanções contra o Irã, um esforço liderado pelo presidente norte-americano, Barack Obama.  "Eles concordaram que o próximo passo é o passo que nós iniciamos em conjunto com as potências da Europa e as potências da Otan", disse.

Israel, único país assumidamente com armas nucleares no Oriente Médio, já deixou claro que mantém aberta a opção militar contra o Irã, mesmo que os EUA procedam diplomaticamente ou com sanções.

Biden reiterou a visão do governo Obama de que a China, um dos cinco membros com direito de veto no Conselho de Segurança da ONU, será favorável às sanções para o Irã. Pequim minimizou sua resistência às novas medidas, mas tem sido relutante em aceitar punições tão severas quanto as defendidas por Washington.  "Vamos continuar mantendo a pressão sobre o Irã", disse Biden.

O Ocidente acusa o Irã de tentar desenvolver armas nucleares, mas Teerã afirma que deseja apenas gerar energia nuclear para fins pacíficos.

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