Biden pede liberdade de expressão a líderes árabes

O vice-presidente norte-americano, Joe Biden, censurou neste sábado os líderes árabes que restringem a liberdade de expressão e advertiu que as nações não podem prosperar enquanto seus povos não tiverem a permissão de pensar por conta própria.

REUTERS

03 de dezembro de 2011 | 12h39

"Revoluções democráticas, como aquelas na Tunísia, Egito e Líbia, e as ainda em desenvolvimento na Síria e no Iêmen, estão imbuídas de um espírito empreendedor," disse Biden em uma cúpula em Istambul para promover o sucesso no setor privado no mundo árabe.

"É difícil pensar de maneira diferente se você não tem liberdade para pensar," disse ele, citando o conselho de 'pensar diferente' do fundador e ex-presidente-executivo da Apple, Steve Jobs.

Biden está em uma viagem de oito dias que começou no Iraque e vai acabar na Grécia na segunda-feira.

O vice-presidente norte-americano foi até a casa do primeiro-ministro Tayyip Erdogan em Istambul, onde o líder turco de 57 anos está se recuperando de uma cirurgia abdominal realizada em 26 de novembro.

O encontro com Erdogan foi visto como o destaque na visita de três dias de Biden, mas foi fechado para a mídia.

O governo turco emitiu um comunicado na segunda-feira dizendo que Erdogan, que foi eleito para um terceiro mandato em junho, foi submetido a uma cirurgia e estava passando bem, mas inevitavelmente haverá especulação sobre se ele deveria permanecer fora da vista pública por tanto tempo.

(Por Alister Bull e Daren Butler)

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