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Bill Richardson se reúne com diplomatas norte-coreanos

'Talvez haja um sinal de um pequeno degelo aqui', disse o governador do Novo México

Efe,

19 de agosto de 2009 | 19h50

O governador do Novo México, Bill Richardson, se reuniu nesta quarta-feira, 19, com dois diplomatas norte-coreanos em sua residência, um encontro que, disse, poderia originar um possível "degelo" nas relações entre Estados Unidos e o regime comunista.

 

O político democrata se reuniu em sua residência de Santa Fé, no Novo México, com Kim Myong Gil e Taek Jong Hoo, dois representantes da missão norte-coreana perante a ONU, uma visita que foi autorizada pelo Departamento de Estado americano e descrita pela Casa Branca como uma conversa que não aconteceu em nome do Governo americano.

 

Richardson, ex-embaixador dos Estados Unidos perante a ONU, viajou no passado em várias ocasiões à Coreia do Norte, a última vez em abril de 2007, para recolher restos de soldados americanos mortos na Guerra da Coreia.

 

Esta é a terceira vez que se reúne com diplomatas norte-coreanos em sua residência de Santa Fé desde que assumiu o Governo do Novo México em 2003.

 

Em entrevista concedida à rede de televisão NBC, Richardson sugeriu que as tensas relações entre EUA e Coreia do Norte poderiam experimentar possivelmente uma fase de "degelo".

 

O governador do Novo México afirmou que a Coreia do Norte estava preparada para dialogar com os EUA, mas ainda resiste a voltar à mesa de negociações no marco do diálogo de seis lados (EUA, Rússia, Japão, Coreia do Sul, além da Coreia do Norte).

 

Ele disse que os dois diplomatas falaram positivamente da recente visita do ex-presidente Bill Clinton a Pyongyang e que parecem querer forjar uma aproximação com os EUA. "Talvez haja um sinal de um pequeno degelo aqui", afirmou.

 

O porta-voz de Richardson, Gilbert Gallegos, insistiu em que o governador não estava negociando com os norte-coreanos e apenas escutaria o que tinham a dizer, com o que não estava representando o presidente americano, Barack Obama, segundo CNN.

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