Bin Laden usou mulher como escudo em tiroteio, diz Casa Branca

Autoridades americanas afirmam que terrorista poderia ser capturado vivo 'se houvesse chance'

Associated Press

02 de maio de 2011 | 15h40

WASHINGTON - O líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama Bin Laden, usou uma de suas esposas como escudo durante o tiroteio do qual saiu morto na madrugada desta segunda-feira, 2, informou John Brennan, o principal conselheiro antiterror do presidente dos EUA, Barack Obama. Brennan também disse que o terrorista poderia ter sido capturado vivo "se houvesse chance".

 

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Brennan deu uma entrevista coletiva nesta segunda para esclarecer detalhes da operação que terminou com a morte do mais procurado terrorista pelos EUA. Bin Laden, caçado há quase dez anos pelas autoridades americanas, estava escondido em Abbottabad, cidade próxima de Karachi, capital do Paquistão.

 

De acordo com os detalhes fornecidos por Brennan, já era esperado que Bin Laden resistisse à ofensiva americana, mas que haveria uma pequena possibilidade de o líder da Al-Qaeda ser capturado com vida. Como o próprio terrorista participou do tiroteio - e usou uma mulher como escudo -, não houve alternativa se não alvejá-lo. A batalha durou cerca de 40 minutos. Outras quatro pessoas morreram, entre elas a mulher.

 

Brennan ainda considerou "inconcebível" que o terrorista não tenha recebido apoio do Paquistão. O americano afirmou que a Casa Branca está conversando com as autoridades paquistanesas e prometeu investigar todas as evidências para saber que tipo de sistema de apoio ou aliados Bin Laden tinha. Há suspeitas de que ele tinha cooperadores no país.

 

O conselheiro de Obama ainda revelou que a Casa Branca estuda se vai divulgar fotos do cadáver de Bin Laden, embora nenhuma decisão tenha sido tomada. Ele falou que o governo fará todo o possível para provar que a notícia da morte do terrorista é verdadeira, mas ressaltou que a publicação de tais imagens pode colocar em risco futuras operações militares e os serviços de espionagem.

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