Bombardeiro dos EUA voa por engano com ogivas nucleares

Força Aérea abre investigação e afasta comandante; todas as operações serão suspensas em 14 de setembro

Reuters e Associated Press,

05 de setembro de 2007 | 14h13

Um bombardeiro B-52 foi inadvertidamente armado com seis ogivas nucleares e voou por mais de três horas sobre vários Estados americanos, o que levou a Força Aérea a abrir uma investigação e a afastar um comandante, disseram fontes no Pentágono. O avião voou levando a bordo os chamados Mísseis de Cruzeiro Avançados de uma base em Dakota do Norte até uma base no estado sulista de Louisiana em 30 de agosto, disseram os oficiais sob a condição de anonimato. O Comando de Combate Aéreo ordenou a suspensão de todas as operações em 14 de setembro para rever procedimentos, acrescentaram. Eles garantiram que houve poucos riscos tanto para a tripulação quanto para a população em geral por medidas de segurança próprias do tipo de munição. "Todas as evidências que vimos até agora apontam para um erro isolado", disse o tenente-coronel Edward Thomas, um porta-voz da Força Aérea. "É importante anotar que as munições estavam em segurança e sob controle militar todo o tempo. O erro foi descoberto por funcionários durante checagens internas da Força Aérea. As armas estavam em segurança e permaneceram sob controlo e custódia todo o tempo", disse Thomas. O Exército dos EUA mantém uma diretriz contra discussões sobre qualquer assunto relacionado a armas nucleares, e Thomas não confirmou se o armamento a bordo do B-52 era nuclear. O porta-voz do Pentágono, Bryan Whitman, também disse que não comentaria o incidente, citando a mesma diretriz. No entanto, uma autoridade de defesa confirmou que os mísseis eram nucleares. Os mísseis, que estavam sendo desativados, foram instalados nas asas do bombardeiro e ainda não está claro por que as ogivas não foram removidas previamente. Além do comandante do esquadrão de munição, integrantes das equipes envolvidas no carregamento atrapalhado - inclusive trabalhadores em terra - foram temporariamente afastados de suas funções. A investigação deverá levar várias semanas para ser concluída.

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