Bombas enviadas aos EUA poderiam ter derrubado avião, dizem britânicos

Destinatários dos pacotes explosivos encontrados eram sinagogas da cidade de Chicago

Associated Press, AP

30 de outubro de 2010 | 14h55

Pelo menos uma das bombas postais enviadas aos Estados Unidos poderia ter explodido e derrubado um avião de carga se não tivesse sido descoberta, disse uma autoridade britânica neste sábado, 30, ao mesmo tempo em que investigadores caçam terroristas no Iêmen.

 

Veja também:

linkEstados Unidos e Iêmen iniciam caçada a autores de explosivos

linkEUA e aliados dizem ter interceptado pacotes-bomba

 

Os resultados da investigação preliminar britânica faz aumentar a gravidade da conspiração que, segundo os investigadores, traz as marcas da Al-Qaeda.

 

Investigadores americanos disseram que as bombas postais encontradas nos Emirados Árabes Unidos e na Inglaterra tinham como destino duas sinagogas de Chicago. A secretária do Interior britânico, Theresa May, disse que o avião que transportava o pacote a partir do Iêmen poderia ter sido um alvo, também.

 

"Não acreditamos que os perpetradores do ataque teriam sabido a localização do dispositivo quando explodisse", declarou ela. "Neste  momento, não temos informação de nenhum outro ataque terrorista iminente".

 

Um segundo pacote foi descoberto em Dubai, onde explosivos em forma de um pó branco foram achados num cartucho de tinta de impressora, disse nota da polícia. O dispositivo estava ligado a um circuito elétrico, e um chip de celular encontrava-se escondido na impressora, diz a nota.

 

Ambas as bombas continham o explosivo industrial PETN, a mesmo produto químico usado na tentativa fracassada de ataque a um avião com destino a Detroit, no Natal. A Al-Qaeda do Iêmen assumiu responsabilidade.

 

As bombas tinham sido armadas para serem ativadas por telefone celular e timer, mas investigadores não encontraram nenhum desses dispositivos, disse a deputada americana Jane Harman, membro do comitê de Segurança Interna da Câmara.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.