BP adia teste com nova tampa para evitar resultado inconclusivo

A BP Plc anunciou na quarta-feira que o atraso de 24 horas de um teste de pressão crucial com a tampa na cabeça de poço no Golfo do México é necessário para reduzir os riscos enquanto ela contiver o petróleo que vem sendo derramado há meses no oceano.

KRISTEN HAYS, REUTERS

14 de julho de 2010 | 15h13

Enquanto aguardam o começo do teste de integridade inicialmente marcado pela BP para terça-feira, os investidores fizeram uma pausa observando como a nova tampa funcionará para deter o vazamento de petróleo do poço danificado de Macondo.

Kent Wells, vice-presidente sênior de exploração e produção da BP, disse a jornalistas que os cientistas adiaram o teste a fim de garantir que ele fosse "programado para maximizar o que podemos aprender com ele e minimizar qualquer risco sob todos os cenários possíveis".

"Este teste é tão importante que a decisão foi tomada para lhes dar outras 24 horas a fim de garantir que esse seja o melhor procedimento de teste possível que poderíamos executar", afirmou Wells.

A BP anunciou na noite de terça-feira o adiamento do procedimento após consultar cientistas e engenheiros da indústria, do governo e da petrolífera.

Wells afirmou que a BP analisaria as informações mais recentes na quarta-feira e decidiria sobre a necessidade de mudanças nos testes antes de avançar.

Os testes, que poderão marcar um ponto de virada no grave desastre ambiental, durarão entre seis e 48 horas.

As autoridades afirmaram que estão executando mais análises da tampa antes de tentar fechar a cabeça do poço, depois do fracasso das iniciativas anteriores para conter o pior vazamento em alto-mar da história dos Estados Unidos.

"A BP não quer estragar isso. É melhor estar certo do que se lamentar depois, eles já aprenderam isso", disse o analista Peter Hitchens, da Panmure Gordon, em Londres.

"A última coisa que você quer fazer é tentar começar a tampá-lo e descobrir que está danificando o poço e todo o sistema de contenção pare de funcionar."

Se os testes avançarem como o esperado, a BP afirmou que não vazará mais petróleo do poço pela primeira vez desde que uma plataforma explorada pela Transocean Ltd para a BP afundou após uma explosão, ocorrida em 20 de abril, que matou 11 operários.

Durante os testes, dois sistemas menores de drenagem serão desligados. Mas a BP advertiu que o resultado é incerto, pois o sistema nunca foi testado em tal profundidade.

Se a tampa colocada na segunda-feira não for selada, a BP pretende interromper todo o fluxo de petróleo até meados de julho drenando-o por meio de tubulações até navios na superfície.

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