BP suspende brevemente captura de óleo após incêndio em navio

O petróleo voltou nesta terça-feira a jorrar livremente do poço da British Petroleum no Golfo do México, depois de a empresa desativar seu sistema de captura do óleo devido a um princípio de incêndio no topo do guindaste do barco que recebe o material.

KRISTEN HAYS, REUTERS

15 de junho de 2010 | 18h39

O fogo foi controlado rapidamente e o sistema de captura de óleo retomou sua atividade horas depois, sem deixar feridos, segundo a BP. A porta-voz da Guarda Costeira dos Estados Unidos, Gina Ruoti, confirmou que "o sistema retomou sua operação".

O sistema vinha recolhendo mais de 15 mil barris (2,4 milhões de litros) de petróleo por dia há mais de uma semana. Ele foi desativado às 9h30 (11h30 no horário de Brasília) e ficou sem capturar o petróleo por mais de quatro horas.

A empresa divulgou o incêndio e a paralisação minutos depois de Lamar McKay, presidente da BP America (filial norte-americana da empresa britânica) sair de uma longa audiência numa subcomissão da Câmara dos Deputados, em Washington, onde depôs com outros executivos do petróleo.

Wine disse que um raio pode ter inflamado os vapores que saíam de um duto de ventilação conectado aos tanques do navio-sonda Discoverer Enterprise, da empresa Transocean.

Ele disse não saber se o incidente poderá adiar a ativação de um segundo sistema de contenção, que a BP planejava para terça-feira.

Esse novo sistema aumentaria de 18 mil para 28 mil barris diários a capacidade máxima de contenção do Enterprise, segundo a BP. A empresa apresentou na noite de domingo à Guarda Costeira dos EUA um plano pelo qual pretende aumentar gradativamente essa capacidade para 80 mil barris diários até meados de julho.

O atual sistema inclui uma espécie de funil na boca do poço, cerca de 1.600 metros abaixo da superfície, direcionando parte do petróleo para um navio habitualmente usado na prospecção de novos poços petrolíferos.

Uma equipe de cientistas do governo, que antes estimara o vazamento em 12 a 19 mil barris por dia, elevou sua avaliação para 20 a 40 mil barris diários.

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