Brasileira é testemunha-chave no caso do governador de NY

Andréia Schwartz, de 33 anos, é peça-chave na descoberta do vínculo de Eliot Spitzer com rede de prostituição

Camila Viegas, especial para o Estado,

13 de março de 2008 | 19h28

A brasileira Andréia Schwartz, de 33 anos, foi apontada nesta quinta-feira, 13, como a testemunha-chave que levou à descoberta do vínculo do governador de Nova York, Eliot Spitzer, com uma rede de prostituição de luxo. Spitzer renunciou na quarta-feira, 12, após reconhecer ser cliente do Emperors VIP Club, que cobrava de US$ 1 mil até US$ 5,5 mil dólares por hora. O agora ex-governador teria utilizado a rede de serviço oito vezes em oito meses.  Veja também:A prostituta de US$ 4 mil que derrubou o governadorGovernador de NY pode ter licença de advogado cassada Segundo o tablóide The New York Post, a capixaba, condenada em fevereiro por comandar um serviço de prostituição, foi informante na investigação federal. O jornal americano afirma que entre as informações dadas por Andréia está o método de pagamento utilizado por Spitzer, que usava uma empresa de fachada para enviar o dinheiro à QAT Consultoria, que controla a Emperors Club VIP. Os promotores "já estavam investigando os milhares de dólares enviados em cheque por Spitzer para a QAT, mas até aquele ponto (até conversar com Andréia) eles não tinham notado que a QAT e a Emperors eram a mesma entidade", disse o Post.  Segundo o jornal, Andréia havia trabalhado para a Emperors antes de abrir sua própria rede de prostituição com sede em seu apartamento na rua West 58, a uma quadra do Central Park. Apesar de o Post ter afirmado que Andréia havia sido deportada para o Brasil na quarta-feira, mesmo dia da renúncia de Spitzer, o consulado brasileiro afirmou que ela ainda espera pelo fim de seu processo de deportação. Na quarta-feira, ela foi levada ao consulado para que fosse emitido um novo documento de viagem já que seu passaporte estava vencido. Ao contrário do que foi publicado pelo jornal New York Post, ela não estava algemada quando foi ao consulado e foi acompanhada por dois agentes da Imigração e não agentes federais - que fazem parte da polícia civil. Segundo o Davino Sena, cônsul adjunto e chefe do setor de imprensa do consulado, as informações de que ela tenha sido informante no escândalo de prostituição são duvidosas. "O governo americano decretou a deportação de Andréia no dia 5 de março, muito antes do escândalo de Spitzer", diz. O advogado de Andréia, Anthony Lombardino, disse que o caso de Andréia estava encerrado e que portanto não havia mais comentários.  Segundo o acordo firmado no dia 6 de fevereiro entre Lombardino e o promotor Artie McConnell, Andréia poderia levar seus pertences pessoais e US$ 150 mil, deixando para trás seu apartamento avaliado em US$ 1,2 milhão de dólares e o restante do dinheiro que tinha em sua conta bancária, cerca de US$ 300 mil.

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