Bush admite dificuldades em mês mais sangrento no Afeganistão

Número de soldados americanos e da coalizão mortos em combate é o maior desde o início do conflito, em 2001

Efe,

02 de julho de 2008 | 13h51

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, admitiu nesta quarta-feira, 2, que junho foi um "mês difícil" para as tropas americanas no Afeganistão, já que foi registrado o maior número de mortes entre soldados dos EUA e da coalizão desde 2001. O presidente afirmou que Washington "constantemente revisa o nível de tropas", mas não anunciou o envio de reforços, que, por enquanto, está previsto que cheguem ao Afeganistão em 2009.   "Foi um mês difícil no Afeganistão, mas também foi um mês difícil para o Taleban", disse Bush à imprensa na Casa Branca. Em junho, 46 soldados americanos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) morreram no país, frente às 31 baixas registradas no Iraque, no segundo mês consecutivo de maior violência em território afegão do que no iraquiano.   Bush disse que as perdas humanas aconteceram porque as tropas de seu país "combatem um inimigo difícil", após uma declaração sobre sua agenda para a cúpula do Grupo dos Oito (G8, sete países mais industrializados e a Rússia), que acontecerá no Japão na semana que vem.   Sobre o encontro, Bush disse que pedirá aos outros membros do G8 - Canadá, Reino Unido, França, Itália, Alemanha, Rússia e ao próprio Japão - para aumentarem o envio de alimentos, adubos e sementes para ajudaram os países pobres a lidares com a alta dos preços dos alimentos. Bush também afirmou que os EUA ajudarão outras nações a aumentarem suas plantações e defendeu a biotecnologia como método para aumentar a produtividade.

Tudo o que sabemos sobre:
AfeganistãoEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.