Bush agradece 'enorme sacrifício' de Rove

Principal estrategista do presidente anunciou nesta segunda-feira que deixará o cargo no final de agosto

Efe,

13 de agosto de 2007 | 14h19

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, agradeceu nesta segunda-feira, 13, o "enorme sacrifício" durante os anos de serviço público prestado por seu principal assessor político, Karl Rove, que pretende deixar a Casa Branca no final do mês. Veja Também Karl Rove foi o 'cérebro' de George W. Bush Estrategista de Bush deixa a Casa Branca  Durante declarações breves e emocionadas junto a Rove nos jardins da Casa Branca, antes de sair de férias para o rancho em Crawford, no Texas, Bush se referiu a Rove como "um querido amigo".  "Fomos amigos durante muito tempo e vamos continuar sendo", disse o presidente americano. Bush lembrou que ele e Rove se conhecem desde que eram jovens, quando ambos estavam interessados em governar o estado do Texas. "Trabalhamos juntos para estarmos na posição de servir a este país", acrescentou. Principal estrategista político e amigo pessoal do presidente George W. Bush, Rove anunciou nesta segunda-feira que deixará a Casa Branca no final de agosto. Com a decisão, ele se tornará mais um importante membro da administração americana a deixar o cargo na reta final do mandato presidencial. "Agradeço a Darby (a esposa de Rove) e a Karl por fazerem um tremendo sacrifício e desejo tudo de melhor", afirmou o chefe da Casa Branca sobre o homem que até hoje foi seu braço direito e o arquiteto de suas vitórias eleitorais. Rove antecipou a intenção de renunciar em entrevista publicada nesta segunda no jornal financeiro "The Wall Street Journal". Ele diz que deixará os corredores do poder para passar mais tempo com a família. "Sempre há algum motivo que pode manter alguém aqui e, apesar do muito que eu gostaria de estar aqui, tenho que fazer isto pelo bem da minha família", disse Rove ao jornal. Na berlinda A saída ocorrerá após a derrota eleitoral republicana sofrida na eleição legislativa de novembro passado e em meio a uma forte controvérsia pela suposta responsabilidade de Rove na demissão de nove promotores federais, que os democratas qualificaram de "vingança política". O caso está sendo investigado no Congresso. O estrategista, a quem os críticos se referem como "o cérebro" do presidente americano, também elogiou Bush. Ele se referiu ao presidente como um líder que manteve a "integridade", apesar dos voláteis eventos políticos. "Durante todos (estes eventos), você continuou sendo o mesmo homem. A sua integridade, seu caráter e sua decência permaneceram inalteráveis", disse Rove. O assessor político de Bush afirmou que começou a considerar a possibilidade de deixar a Casa Branca no meio do ano passado e acrescentou que não foi uma decisão fácil. "Sempre parece que existe um momento melhor para partir, mas agora é o momento", ressaltou, acrescentando que espera preservar a relação de 34 anos que mantém com Bush prometendo continuar um "feroz e comprometido" defensor do presidente americano.

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