Bush alerta Rússia que províncias separatistas são da Geórgia

Presidente dos EUA diz que regiões pró-Moscou estão dentro de fronteiras reconhecidas internacionalmente

Associated Press e Agência Estado,

16 de agosto de 2008 | 11h52

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, enviou um severo alerta à Rússia no sentido de que Moscou não pode reivindicar as duas regiões separatistas na Geórgia. Bush afirmou que não há espaço para debates sobre o tema e que as províncias da Ossétia do Sul e Abkházia são parte da ex-república soviética e estão dentro de fronteiras reconhecidas internacionalmente.   Veja também: Rússia assina acordo de cessar-fogo com a Geórgia Ouça o relato de Lourival Sant'Anna  Imagens feitas direto de Gori, na Geórgia  Godoy e Cristiano Dias comentam conflito  Entenda o conflito separatista na Geórgia Cronologia dos conflitos na Geórgia   O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, havia dito na quinta-feira que a Geórgia poderia esquecer sobre retomar estas provinciais. O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, se reuniu no Kremlin na semana passada com líderes das duas regiões, no que foi visto como um sinal de que Moscou poderia tentar absorver as áreas.   Falando de seu rancho no Texas horas depois de o presidente russo Dmitry Medvedev ter assinado o cessar-fogo com a Geórgia, Bush disse que este foi um "passo promissor". Mas ele acrescentou que a Rússia precisa agora respeitar o acordo que a Geórgia assinou no dia anterior. O acordo prevê que as forças militares dos dois países voltem às posições que detinham antes do início das hostilidades no último dia 8.   Bush rejeitou a idéia de que as duas áreas separatistas não possam fazer parte do futuro da Geórgia. Elas são da Geórgia agora, disse. A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, que fez um relato a Bush sobre sua rápida visita à Geórgia, disse que a solução do conflito deve ser "com base na integridade territorial da Geórgia".   Para manter a pressão diplomática, Condoleezza planeja ir a Bruxelas na próxima semana para um encontro com os ministros aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e autoridades da União Européia.

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