Bush ameaça vetar assistência médica para crianças pobres

Presidente criticou congressistas por aprovar aumento no Programa Estatal de Seguro de Saúde para Crianças

EFE

29 de setembro de 2007 | 01h26

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, renovou a sua ameaça de vetar um projeto de lei que amplia um programa de assistência médica para crianças pobres, apesar do amplo apoio da medida no Congresso, informou nesta sexta-feira uma fonte oficial. A Casa Branca adiantou parte do discurso que o presidente americano transmite por rádio todos os sábados, para discutir os temas prioritários de seu Governo. Bush voltou a criticar os legisladores por aprovar um aumento de US$ 35 bilhões no Programa Estatal de Seguro de Saúde para Crianças (SCHIP). Ele disse que o projeto é muito caro. A medida prevê um aumento do imposto federal sobre cigarros para financiar o programa. O atual programa de cobertura de saúde para crianças pobres vence dia 30 de setembro. A Casa Branca e o Congresso tinham chegado a um acordo para manter a assistência, com o nível atual de fundos, pelo menos até meados de novembro. Em seu discurso, Bush pediu que os congressistas busquem "uma medida mais responsável" para financiar o programa. Atualmente, a ajuda do Governo beneficia 6,6 milhões de crianças pobres. "Os líderes do Congresso ofereceram um plano irresponsável que ampliaria drasticamente o programa, além de seu objetivo original. Eles sabem que vetarei a medida. Mas foi bom, porque enquanto isso podem buscar uma medida mais responsável", disse Bush em seu discurso. Bush conversou nesta sexta-feira com a presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, para reafirmar a sua intenção de vetar o projeto de lei, aprovado esta semana pelo Congresso. São necessários dois terços dos votos na Câmara e no Senado para derrubar um veto presidencial. O programa SCHIP foi criado para famílias que não recebem subsídios do Governo e também não ganham o suficiente para pagar um plano privado.

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