Bush apóia Colômbia e acusa Venezuela de 'ato provocativo'

Presidente dos EUA afirma que 'seu país se opõe a qualquer ato de agressão que possa desestabilizar a região'

Agências internacionais,

04 de março de 2008 | 15h36

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, declarou nesta terça-feira, 4, seu "total apoio" ao chefe de Estado da Colômbia, Álvaro Uribe, e acusou o governo venezuelano de Hugo Chávez de realizar "manobras provocativas" contra a Colômbia. Em declaração na Casa Branca, Bush afirmou que "seu país se opõe a qualquer ato de agressão que possa desestabilizar a região".  Veja também: Dê sua opinião sobre o conflito   Repercussão na imprensa internacional     Por dentro das Farc Entenda a crise entre Colômbia, Equador e Venezuela  Colômbia deve invocar lei anti-terror da ONU na OEAFarc tentavam obter material radioativo, diz Colômbia Venezuela anuncia fechamento da fronteira com a ColômbiaAnálise: 'É possível que as Farc se desarticulem'   'Cabe ao Brasil evitar guerra na região', diz ex-ministroLula pede investigação da OEA sobre crise Colômbia-EquadorOuça relato de Expedito Filho, enviado especial ao Equador  Nesta terça, Bush conversou por telefone com Uribe, um de seus mais firmes aliados na América Latina, sobre a crise diplomática desencadeada pela incursão militar colombiana em território equatoriano no último sábado. "Eu disse a ele que a América continuará a apoiar a Colômbia", declarou Bush. Na operação realizada sábado morreram 21 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), incluindo o porta-voz internacional e segundo na hierarquia da guerrilha, Raúl Reys. "Nossa mensagem à Colômbia é que apoiamos nosso aliado democrático", afirmou Bush.O presidente americano também pediu ao Congresso dos EUA que aprove o tratado de livre comércio (TLC) que o Governo tem pendente com a Colômbia como uma demonstração de apoio ao país latino. "Nossa mensagem ao Congresso é que a aprovação do TLC é uma questão de política econômica sensata e uma questão de segurança nacional", acrescentou. Segundo Bush, a não aprovação do pacto comercial poderiar "dar asas aos demagogos".

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