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Bush apóia reconstrução da Libéria ao final de viagem à África

O presidente George W. Bush prometeufirme apoio dos Estados Unidos à reconstrução da Libéria, ondeencerrou na quinta-feira sua visita à África, encontrando umasólida aliada do seu país. Bush fez elogios à presidente Ellen Johnson-Sirleaf, umaeconomista formada em Harvard e que se tornou em 2006 aprimeira mulher eleita para governar um país africano. A Libéria é a mais antiga república da África, fundada em1847 por escravos libertos da América do Norte, mas viveu umaviolenta guerra civil que matou 200 mil pessoas entre 1989 e2003. Bush qualificou como "muito produtiva" a visita aocontinente mais pobre do mundo, que incluiu também Benin,Ruanda, Tanzânia e Gana, com especial ênfase no contato comprojetos patrocinados pelos EUA nos setores de saúde, educaçãoe administração pública. Depois de ser saudado por uma multidão empolgada que lotouas ruas da dilapidada capital, Monróvia, Bush prometeu ajudanorte-americana para curar as feridas sociais e econômicas daguerra. "Os Estados Unidos ficarão com vocês enquantoreconstroem seu país", disse ele antes de assistir ao desfilede soldados locais treinados pelos EUA. Fazia três décadas que um presidente norte-americano não iaà Libéria, no oeste da África. Bush foi aplaudido ao anunciar adoação de 1 milhão de livros didáticos e de carteiras escolarespara 10 mil crianças do pequeno país. "Com a ajuda da Missão das Nações Unidas na Libéria,estamos trabalhando para curar as feridas da guerra, fortalecera democracia e construir novas Forças Armadas", declarou emdiscurso. Ainda há 10 mil soldados sob comando da ONU na Libéria, edesde 2003 os EUA gastaram 139 milhões de dólares notreinamento das forças locais. Atualmente, a empresa norte-americana DynCorp Internationaldá instrução ao novo Exército, formado por soldados do governoe ex-combatentes da guerra. Bush disse que Johnson-Sirleaf, a quem chamou pelo apelidocarinhoso de "Ma", é "uma forte parceira" dos EUA. Os líderesdos cinco países visitados por Bush são vistos em Washingtoncomo parte de uma nova geração de líderes africanos, maismodernos e democráticos. Ao contrário dos outros países da viagem, a Libéria disseestar disposta a receber o recém-criado comando militar dos EUApara a África, chamado Africom. Graças ao apoio financeiro norte-americano, Bush é maispopular na África do que em geral no resto do mundo. "Larua eeu estamos entusiasmados por estarmos aqui, para encerrar o quefoi uma viagem muito produtiva ao continente da África. Nãoconsigo pensar num lugar melhor para terminar do que com nossaquerida amiga, a Libéria", disse Bush antes de embarcar, numalmoço formal.

TABASSUM ZAKARIA E DEBORAH CHARLES, REUTERS

21 de fevereiro de 2008 | 17h06

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