Bush autorizou CIA a divulgar casos de simulação de afogamento

Essa é a 1ª vez que um órgão americano admitiu publicamente o uso da técnica, considerada tortura

MATT S, REUTERS

06 de fevereiro de 2008 | 18h04

O presidente dos Estados Unidos,George W. Bush, autorizou a CIA a fazer um relato público edetalhado do uso da simulação de afogamento como técnica deinterrogatório, informou a Casa Branca na quarta-feira. O diretor da CIA, Michael Hayden, disse na terça-feira aoCongresso que três suspeitos capturados após os atentados de 11de setembro de 2001 foram submetidos à simulação de afogamento("waterboarding", no termo em inglês). É a primeira vez que uma autoridade norte-americanaidentifica publicamente as pessoas submetidas a isso. Houvepedidos de investigação criminal, já que muita gente consideraa simulação de afogamento como uma forma de tortura, algo que ogoverno Bush nega. "O presidente autorizou o general Hayden a dizer o que eledisse no depoimento de ontem", disse o porta-voz da CasaBranca, Tony Fratto, a jornalistas. Fratto acrescentou que surgiu no governo um consenso sobrea necessidade de "ser muito claro a respeito de como essastécnicas foram usadas e quais foram os benefícios". Segundo Hayden, foram submetidos à simulação de afogamentoo suposto mentor dos atentados, Khalid Sheikh Mohammed, e doisoutros militantes importantes da Al Qaeda: Abu Zubaydah e AbdAl Rahim Al Nashiri. De acordo com ele, a prática foi abandonada há cinco anos,mas pode ser retomada se o presidente e o secretário de Justiçaautorizarem. "Depende das circunstâncias", afirmou. (Reportagem adicional de Randall Mikkelsen)

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