Bush considera 'todas as opções' contra programa nuclear do Irã

Em viagem para convencer Europa a pressionar Teerã, presidente americano reitera possibilidade de ação militar

Efe e Associated Press,

11 de junho de 2008 | 07h47

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou nesta quarta-feira, 11, que sua primeira opção para resolver o impasse nuclear iraniano é o uso da diplomacia, mas garantiu que "todas as opções estão sobre a mesa". Bush reforçou a possibilidade de uma operação militar contra o Irã, mesmo que como último recurso, durante a entrevista coletiva que concedeu com a chanceler alemã, Angela Merkel, após a reunião na qual abordaram assuntos como o programa nuclear iraniano e a situação no Afeganistão.   Veja também:   Bush lamenta retórica que o fez parecer um 'homem de guerra'   Irã diz que Ocidente fracassou em conter avanço nuclear   EUA e UE estão dispostos a aumentar sanções contra o Irã   O presidente americano alertou novamente que um Irã nuclearmente armado pode ser perigoso para a paz mundial, e reiterou o seu pedido para que os aliados europeus apóiem sanções contra o regime iraniano. Mesmo após o Conselho de Segurança da ONU ter aprovado três listas de sanções - que incluem restrição da movimentação de bens, de viagens para alguns iranianos e negócios com companhias do país - , Teerã continua se recusando a suspender o enriquecimento de urânio, que pode ser usado tanto para a produção de energia (como alega o Irã) quanto para a construção de ogivas nucleares, como teme a comunidade internacional.   Bush disse para a chanceler que sua "primeira escolha, claro, é resolver a questão diplomaticamente", acrescentando rapidamente que "todas as opções estão sobre a mesa". Merkel afirmou que se o Irã não concordar com a suspensão do programa de enriquecimento de urânio, sanções adicionais serão necessárias.   "A oferta foi colocada sobre a mesa, mas se o Irã não demonstrar comprometimento, sanções adicionais serão facilmente aplicadas", afirmou a chanceler. Merkel expressou sua preferência por sanções no âmbito da ONU, pois "enquanto mais países as aplicarem, mais efetivas serão", mas não descartou iniciativas unilaterais da UE, como medidas no setor bancário.   A pressão diplomática foi destaca no momento em que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou que a era Bush "chegou ao fim" e que ele falhou em seus objetivos de atacar o Irã e interromper o projeto atômico. Em discurso nesta quarta, Ahmadinejad, garantiu "os inimigos são incapazes de adotar qualquer resolução contra o Irã, e o povo iraniano, unido atrás de seu líder, sairá vitorioso".   Em resposta a outra pergunta, Bush, que em entrevista ao jornal The Times admitiu que usou o tom errado ao falar da Guerra do Iraque, insistiu em que, apesar de tudo, "a decisão de derrubar Saddam Hussein foi correta".

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