Bush critica Chávez por 'comportamento provocativo'

Para o presidente americano, Chávez desperdiça o petróleo da Venezuela para reafirmar antiamericanismo

Reuters,

12 de março de 2008 | 13h56

O presidente dos EUA, George W. Bush, intensificou nesta quarta-feira, 12, suas críticas ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, acusando-o de exibir um "padrão preocupante de comportamento provocativo". Segundo Bush, Chávez ainda desperdiça o petróleo de seu país para reafirmar o antiamericanismo.   Veja também: Chávez teme conspirações dos EUA com fim do mandato de Bush Para Bush, período de debates sobre Doha terminou    Bush fez as críticas dias depois de os líderes latino-americanos terem se mobilizado para colocar fim a uma crise de uma semana provocada por uma ação militar colombiana dentro do território equatoriano contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).   "Esse é o capítulo mais recente de um padrão preocupante de comportamento provocativo exibido pelo regime de Caracas", afirmou Bush, em  discurso na Câmara de Comércio Hispano-Americana.   Quando a crise tomou conta da região andina na semana passada, Bush logo apontou Chávez, um estridente líder de esquerda contrário ao governo norte-americano, como o responsável pela situação, e advertiu sobre o perigo de serem realizadas ações agressivas. Tentando estabelecer uma relação entre o governo Chávez e as Farc, que os EUA vêem como um grupo terrorista, Bush acrescentou que "o regime (de Caracas) também pediu que os terroristas das Farc fossem reconhecidos como um Exército legítimo, e importantes autoridades desse regime reuniram-se com líderes das Farc na Venezuela."   "Esse regime desperdiçou seu petróleo em um esforço para promover uma opinião hostil aos EUA, uma opinião antiamericana", acrescentou. Para Bush, Chávez "fez com que seus próprios cidadãos enfrentassem racionamentos de comida enquanto ameaçava seus vizinhos."   A crise andina reflete a clara divisão política existente na América do Sul, onde o presidente colombiano, Alvaro Uribe, que conta com o apoio dos EUA, enfrenta o bloco esquerdista liderado por Chávez, bloco esse que rejeita categoricamente o que classifica como sendo o "imperialismo norte-americano."   "À medida que tenta ampliar sua influência na América Latina, o regime (de Caracas) alega promover a justiça social", disse Bush. "Na verdade, a agenda dele não se traduz em nada muito diferente de promessas vazias e sede de poder."   O presidente da Venezuela, que defende a implantação de uma revolução socialista na América Latina para barrar a influência dos EUA, lançou vários insultos contra Bush nos últimos anos - durante um discurso na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Chávez chamou o líder americano de "diabo."

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