Bush critica decisão da Rússia de reconhecer separatistas

Medida 'irresponsável só agravará tensões', diz líder americano; Moscou assina autonomia de regiões georgianas

Agências internacionais,

26 de agosto de 2008 | 18h08

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, condenou nesta terça-feira, 26, a "decisão irresponsável" da Rússia de reconhecer a independência das regiões separatistas da Geórgia e pediu que Moscou reavalie essa decisão. "A ação da Rússia só agrava as tensões e complica as negociações diplomáticas" para resolver o conflito, disse Bush em comunicado escrito no seu rancho em Crawford, no Texas.  Veja também:Otan e UE condenam decisão russa de reconhecer separatistasEntenda o conflito separatista na Geórgia Da mesma forma que fez quando eclodiu a crise entre Geórgia e Rússia pelas províncias separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia, em 7 de agosto, Bush pediu que os russos respeitem a "integridade territorial e as fronteiras" georgianas. Bush lembrou que, segundo as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Ossétia do Sul e Abkházia "ficam dentro das fronteiras reconhecidas da Geórgia e assim devem permanecer." Para o presidente americano, a decisão da Rússia viola não só as resoluções das Nações Unidas, mas também o acordo de cessar-fogo pactuado entre russos e georgianos para pôr fim ao conflito bilateral. "Esperamos que a Rússia cumpra com seus compromissos internacionais, reavalie essa decisão irresponsável e siga o que foi pautado no acordo de seis pontos", ressaltou Bush. Reação O embaixador da Geórgia na ONU, Irakli Alasania, acusou a Rússia de desafiar a comunidade internacional com o reconhecimento da independência das províncias. "Hoje ficou claro que a Rússia atua como um agressor e lançou um desafio à comunidade internacional", disse Alasania em coletiva de imprensa antes de se reunir com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. A Comissão Européia (CE) também condenou "fortemente" a decisão de Moscou. A CE disse que "compartilha e apóia totalmente" a declaração da Presidência francesa de da União Européia (UE), na qual lamenta a determinação das autoridades russas. Mais cedo, a UE reiterou "com firmeza" seu compromisso com o princípio de integridade territorial da Geórgia dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas. Além disso, ressaltou que a integridade, soberania e independência da Geórgia estão reconhecidas pela Carta das Nações Unidas, pelas resoluções do Conselho de Segurança da ONU e pala Ata Final da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). Os chefes de Estado e governo da UE realizarão na segunda-feira uma cúpula extraordinária para analisar as conseqüências do conflito na Geórgia e o futuro de suas relações com a Rússia, principal fornecedor de energia da UE.

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