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Bush descarta possibilidade de atenuar embargo a Cuba

Presidente americano diz que Cuba trocou um ditador por outro e reafirma política linha-dura de Washington

MATT S, REUTERS

07 de março de 2008 | 19h08

O presidente dos Estados Unidos,George W. Bush, disse na sexta-feira que Cuba substituiu umditador por outro, e que Washington vai manter a políticalinha-dura contra a ilha até que haja uma transição democráticade poder. Bush insistiu que Fidel Castro, apesar de ter renunciado nomês passado às suas funções, oficiais, "ainda estáinfluenciando os fatos nos bastidores." O novo presidente dopaís, Raúl Castro, é irmão de Fidel. Falando após receber dissidentes cubanos na Casa Branca,Bush deixou claro que discorda daqueles que consideram aaposentadoria de Fidel uma oportunidade para reconsiderar oembargo econômico, instituído em 1962. "Esse sentimento é exatamente retrógrado. Para melhorarrelações, quem precisa mudar não são os EUA, quem precisa mudaré Cuba", afirmou. "O governo de Cuba deve iniciar um processo de mudançapacífica e democrática. Devem soltar todos os presos políticos.Devem respeitar os direitos humanos em palavras e atos, e abrircaminho para eleições livres e limpas", afirmou Bush. Muitos congressistas norte-americanos, inclusive opré-candidato democrata a presidente Barack Obama, sugerem umareaproximação com a ilha. Bush, que deixa o cargo em janeiro,rejeita qualquer normalização nas relações, até na forma decontatos com Raúl, que promete manter o ideário da revoluçãocomunista. Esta é a primeira vez que há uma mudança napresidência de Cuba em quase meio século de comunismo. "Este é o mesmo sistema, os mesmos rostos e as mesmaspolíticas que levaram às misérias de Cuba. Os Estados Unidosestão isolando o regime cubano", declarou Bush. A principal autoridade européia em ajuda humanitária chegouna quinta-feira a Cuba para sondar os planos do novo presidentee relançar as relações do bloco com o país, que estavampraticamente congeladas sob Fidel. Washington se opôs a essavista. Sem citar paises, Bush lamentou que várias democraciasimportantes não tenham se somado aos EUA nas críticas àsituação dos direitos humanos em Cuba. Fidel Castro, que por décadas acusou Washington deimperialismo, diz que as mudanças que Bush exige para Cubaseriam equivalentes a uma "anexação" da ilha aos EUA.

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