Bush descuida de problemas internos pelo Iraque, dizem democratas

Para oposição, problemas nacionais não foram resolvidos porque recursos foram destinados à guerra

Efe,

29 de janeiro de 2008 | 03h25

Em resposta ao discurso sobre o Estado da União feito nesta segunda-feira por George Bush, os democratas afirmaram que os problemas internos do país estão descuidados. Veja também:Bush pede ação rápida para recuperar economia americanaBush muda o tema de discursoBush pede paciência e diz que estratégia funcionou no IraqueSenado apresenta novo pacote de ajuda A governadora democrata do estado do Kansas, Kathleen Sebelius, acusou o Governo Bush de descuidar da solução dos problemas nacionais ao enfocar seus esforços na Guerra do Iraque. Sebelius assegurou que os últimos cinco anos representaram um alto custo para os Estados Unidos "em vidas perdidas, em milhares de feridos cujo futuro nunca será o mesmo". Acrescentou que isso significa que não foi possível resolver os problemas nacionais, "porque os recursos foram destinados a outra parte". "A política externa dos Estados Unidos nos deixou com menos aliados e com mais inimigos", afirmou a governadora. Além disso, Sebelius assinalou que os Estados Unidos deveriam dirigir mais esforços à luta contra o terrorismo. Nesse sentido, manifestou que os americanos estão dispostos a se unir a todas as nações amantes da paz para lutar contra os terroristas. O líder da maioria democrata do Senado, Harry Reid, concordou com Bush de que é necessário atuar rapidamente diante dos crescentes indícios de crise econômica, e ofereceu o respaldo da Câmara Alta ao pacote de estímulos anunciado pelo governo. No entanto, Reid rejeitou as afirmações de Bush de que o aumento de tropas no Iraque obteve resultados que não foram previstos há um ano."Apesar de aplaudirmos a extraordinária tarefa das tropas americanas, o reforço não conseguiu concretizar seu objetivo: que o governo iraquiano alcance a reconciliação política para criar um Iraque estável", disse Reid. Durante seu discurso, Bush pediu ao congresso que aprove as dotações de fundos para manter as tropas no Iraque e no Afeganistão. Frente a essa solicitação, Reid assinalou que quando chegou à Casa Branca em 2001 Bush "herdou uma instituição militar pronta para a luta. Agora, precipitou a maior crise na preparação militar desde a Guerra do Vietnã". "Os Estados Unidos correm o grande risco de não estarem prontos para responder a uma crise inesperada", advertiu.

Tudo o que sabemos sobre:
Estado da UniãoEUAGeorge Bush

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.